sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Uma porção de Pensar.

Não sou uma escritora,nem tão pouco meu blog é profissional.Alias tenho deixado ele de lado por diversos meses,talvez não por que eu não tenha o que dizer,mas porque percebo que há poucos ouvintes.Ouvir é uma arte,estão ai os psicólogos para confirmar minha tese.Em tempos líquidos é preciso pagar para sermos ouvidos.Muitos escutam,poucos ouvem,afinal todos sabemos que há uma sensível diferença entre estes dois verbos,o ESCUTAR e o OUVIR.
Afetos,amizades,parcerias de trabalho,vizinhos,familiares e parentes,estão todos tão preocupados com seus mundos particulares,e por vezes na árdua tarefa de sustentarem realidades paralelas,que sequer ouvem ou veem.Opa! estamos de novo diante de outra sensível diferença de verbos,o VER e o OLHAR.O ser dito humano é dotado de extremas nuances,e carregado de hipócritas verdades absolutas,que provoca arrepios até nos mais desavisados.Sou de uma época onde o compartilhar,era contar estórias nas noites quentes de verão,ou risadas despreocupadas nos almoços de domingo.Atualmente tudo virou likes,curtidas e comentários ofensivos em posts alheios.Crianças,jovens ,adultos e velhos expressam seus sentimentos e emoções através da bolha chamada "tecnologia virtual".O telefone que no seculo passado servia para que verbalizássemos o quanto sentíamos saudades,e que seria bom ter todos naquele almoço especial,hoje se transformou na mais solitária forma de comunicação humana.Os grupos familiares do whatsaap servem apenas para intermináveis "bom dia" e uma enxurrada de videos que não atendem o coletivo,e se tu não participa,fica ali esquecido,usando teu tempo precioso a deletar todo aquele lixo nada a ver com o que tu te identifica.O que falar do Facebook e Instagram,que se tornaram o diário de postagens de um mundo de Alice ou a versão sucateada das famílias "Doriana".
É meus queridos ,estamos a beira do precipício existencial,ou revemos nossos comportamentos,ou seremos todos abduzidos,não por seres superiores,vindos de um mundo intelectualmente sadio,mas abduzidos por nossa triste e vazia figura,pateticamente alimentada por esta tecnologia que o que só faz é emburrecer. Buenas,pegando minha parcela de responsabilidade,e buscando melhorar minha existência através do auto conhecimento,creio eu ,estar no caminho de encontrar meu evoluir.Claro que não vou e nem quero perder meu senso critico,esse meu olhar sobre as doenças humanas,as quais possuo algumas,mas que diferentemente de muitos as reconheço e busco cura-las.


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Alienação Parental é crime sim.

Você sabe o que é alienação parental?


Amores chegam ao fim, casais se separam, filhos tem que aprender a viver com o desfazimento dos laços que mantinham os pais unidos.
Voc sabe o que alienao parental
Acontece com frequência, nas melhores e nas piores famílias. Nas piores, e aqui falamos de famílias pouco preparadas emocionalmente, recaem sobre os filhos as mágoas e ressentimentos que contribuíram para o fim da relação.
alienação parental sempre existiu. Um dos pais, geralmente o que se sentia abandonado por aquele que tomou a decisão de por fim à convivência conjugal, passava a manipular os filhos para que estes se afastassem e, até mesmo, odiassem aquele que havia deixado o lar comum.
Hoje, nomeada e matéria de lei (Lei 12318/2010), a alienação parental vem sendo discutida até mesmo pela grande mídia, tornando evidente a absurda crueldade perpetrada contra pais e filhos, na tentativa do guardião em afastá-los como forma de punição e vingança pelo “abandono” daquele que foi, e muitas vezes ainda é, seu objeto de amor.
Inicialmente sutil, o alienador procura desmerecer o outro genitor diante dos filhos, menosprezando-o e tornando evidentes suas fraquezas, desvalorizando suas qualidades enquanto pai e ser humano. Aos poucos, vai se tornando mais ostensivo, impedindo o contato e rompendo os vínculos entre o alienado e os filhos.
Sendo a guarda deferida usualmente às mães, são as mulheres as maiores alienadoras. Alguns comportamentos são comuns e demonstram o grau de perversidade do alienador: impedimento de visitas, omissão de fatos relevantes da vida da criança, criação de histórias pejorativas sobre o alienado, mensagens contraditórias que deixam os filhos receosos na presença do pai/mãe alienado, ameaças de abandono caso a criança goste dele e de sua companhia.
As consequências à saúde física e mental das crianças que vivem sob a tortura de um pai alienador são muitas, entre elas os distúrbios de alimentação, a timidez excessiva, os problemas de atenção/concentração, a indecisão exacerbada e, até mesmo a drogadição, como forma de fuga de uma realidade massacrante e com a qual não conseguem lidar.
O art. 3º da citada lei explicita as consequências danosas às crianças e adolescentes envolvidos na dinâmica alienante, entre elas os riscos a um desenvolvimento global saudável, uma vez que seu direito à convivência com ambos os genitores é desrespeitado por um deles.
alienação parental é, em si, um fator desestabilizante, que prejudica o desenvolvimento dos filhos envolvidos, bem como também o alienado e o alienador, impedindo que prossigam com suas vidas e elaborem o luto pela separação.
A importância de se falar sobre o assunto, expô-lo ao grande público ajuda a trazer alguma racionalidade sobre um comportamento tão pouco debatido até alguns anos atrás, quando pais e filhos eram afastados e não se percebia, nitidamente, a participação do genitor guardião nesse esgarçamento de vínculos tão importantes.
No entanto, é necessário que se tenha cuidado com a banalização da questão. Por estar sendo discutida em novelas, programas vespertinos, revistas femininas, pode-se usar um quadro grave e complexo de maneira leviana, atribuindo a um pai/mãe preocupado com atitudes verdadeiramente prejudiciais a seu filho, o estigma de alienador.
A alienação é o extremo da perversidade. É o desprezo pelo outro, a necessidade de vingança pelo desamor, destilado através de crianças e adolescentes, que se tornam verdadeiros instrumentos de ataque àquele que decidiu seguir sua vida sem a companhia do alienador.
Ao ser trazida para o campo legal, a alienação passa a ter um enfoque não só psicológico, mas também jurídico. O pai guardião, pode, se constatada a alienação, sofrer sanções graves, inclusive com a inversão da guarda previamente estabelecida e a suspensão da autoridade parental, como disposto no art. 6º.
Portanto, antes mesmo de se falar em alienação parental é preciso que se conheça não só o conceito do instituto, como também suas consequências jurídicas. Há que se ter cautela quanto à alegação de forma indiscriminada quanto à ocorrência da alienação parental, para que essa não se torne uma bandeira ou argumento de vingança de casais em litígio.
Carla Moradei Tardelli
Leandro Souto da Silva