sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Reciprocidade!

Então vamos lá outra vez.Este lugar de fala já me é muito familiar e igualmente o assunto que hoje vou comentar.Não há nenhuma possibilidade de relacionar-se se não houver a tal empatia e a amiga reciprocidade.Em tempos tão assim desiguais e egoístas parece-me chover no molhado quando buscamos respostas  para nossos questionamentos.Considero de extrema relevância a necessidade viseral pela busca das respostas para tudo aquilo que nos inquieta.impossível me declarar vivo se me omito diante das urgências da vida.Estar fazendo parte de um coletivo consta implícito minha responsabilidade em estar disponível para tudo que for pertinente neste convívio.
Comportamentos egoístas. silêncios que gritam.descasos .ausências só causam desconforto para nosso companheiro de viagem.Adultos que somos devemos nos colocar no lugar do outro.refletir qual seria o sentimento mobilizado se fossemos nós a receber este tratamento descompromissado.Sim.é um compromisso estar no outro.é um compromisso nos deixar cativar.é um compromisso viver ao lado do outro.já diria Baumann."estamos em tempos de amores e relações líquidas."eu reluto em aceitar tal afirmação.embora muitas vezes me sinta afogando-me nesta liquidez humana.
Não há bandidos ou mocinhos .há sim responsáveis diretos pelo sucesso ou fracasso das relações humanas atuais.Estou cansada de malhar em ferro frio.de despir meu corpo e minha alma para quem se cegou diante dos fatos. As vezes o bom guerreiro é aquele que se retira para trincheira e espera a melhor hora para sair.estou agora com a pá na mão.vou cavar minha trincheira e esperar minha melhor hora.hora essa que pode ser de lutar ou simplesmente de recolher a tropa.
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Uma porção de Pensar.

Não sou uma escritora,nem tão pouco meu blog é profissional.Alias tenho deixado ele de lado por diversos meses,talvez não por que eu não tenha o que dizer,mas porque percebo que há poucos ouvintes.Ouvir é uma arte,estão ai os psicólogos para confirmar minha tese.Em tempos líquidos é preciso pagar para sermos ouvidos.Muitos escutam,poucos ouvem,afinal todos sabemos que há uma sensível diferença entre estes dois verbos,o ESCUTAR e o OUVIR.
Afetos,amizades,parcerias de trabalho,vizinhos,familiares e parentes,estão todos tão preocupados com seus mundos particulares,e por vezes na árdua tarefa de sustentarem realidades paralelas,que sequer ouvem ou veem.Opa! estamos de novo diante de outra sensível diferença de verbos,o VER e o OLHAR.O ser dito humano é dotado de extremas nuances,e carregado de hipócritas verdades absolutas,que provoca arrepios até nos mais desavisados.Sou de uma época onde o compartilhar,era contar estórias nas noites quentes de verão,ou risadas despreocupadas nos almoços de domingo.Atualmente tudo virou likes,curtidas e comentários ofensivos em posts alheios.Crianças,jovens ,adultos e velhos expressam seus sentimentos e emoções através da bolha chamada "tecnologia virtual".O telefone que no seculo passado servia para que verbalizássemos o quanto sentíamos saudades,e que seria bom ter todos naquele almoço especial,hoje se transformou na mais solitária forma de comunicação humana.Os grupos familiares do whatsaap servem apenas para intermináveis "bom dia" e uma enxurrada de videos que não atendem o coletivo,e se tu não participa,fica ali esquecido,usando teu tempo precioso a deletar todo aquele lixo nada a ver com o que tu te identifica.O que falar do Facebook e Instagram,que se tornaram o diário de postagens de um mundo de Alice ou a versão sucateada das famílias "Doriana".
É meus queridos ,estamos a beira do precipício existencial,ou revemos nossos comportamentos,ou seremos todos abduzidos,não por seres superiores,vindos de um mundo intelectualmente sadio,mas abduzidos por nossa triste e vazia figura,pateticamente alimentada por esta tecnologia que o que só faz é emburrecer. Buenas,pegando minha parcela de responsabilidade,e buscando melhorar minha existência através do auto conhecimento,creio eu ,estar no caminho de encontrar meu evoluir.Claro que não vou e nem quero perder meu senso critico,esse meu olhar sobre as doenças humanas,as quais possuo algumas,mas que diferentemente de muitos as reconheço e busco cura-las.