domingo, 4 de março de 2012

Sem Sentido?

Domingo, primeiro dia da semana, mas que para o senso comum faz parte do fim de semana, que bem da verdade fim de semana é sexta-feira e o sábado. Criamos um certo asco da segunda-feira e a elegemos o primeiro dia da semana.

Eai? Podem perguntar. O X da questão é que domingo sempre é nostálgico, tanto que já foi catalogada a depressão de fim de domingo, sentimentos de menos valia auto-estima baixa, melancolias, tristezas, e a velha e companheira saudade.

Saudade, um sentimento de falta de algo, de alguém, de alguma coisa que em algum momento de nossa vida foi importante, que perdemos por motivos reais ou oníricos. Sensação de vazio total,onde tentamos desesperadamente colar os pedaços,como se a vida fosse um grande mosaico.

Buscamos ao longo de nossa existência catalogar lembranças, como forma de manter vivas cenas cotidianas, que de alguma forma constituem nossa biografia, lutamos para manter viva cada lembrança, mesmo aquelas que de forma quase massoquista nos faz doer à alma.

Necessitamos alucinadamente nos sentirmos vivos, mesmo na dor ou com a dor, quando a maturidade se instala e já não computamos mais e sim começamos a retroceder ruma ao envelhecer,bate-nos um pavor quase surreal de que a senilidade nos invada, e como um vírus cibernético corrompa nossos arquivos e apague nosso HD.

E com essa sensação de ver a vida nos escapar entre os dedos, buscamos a saudade, saudade do que fomos,sonhamos,planejamos, sem dar-nos conta que cada segundo de nossa existência constitui o todo de nossa identidade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Segue o Baile!!!

Então, ano começando, sim, por que nesse país tupiniquim o ano só começa pós carnaval, e sigo minha saga por entre as muitas faces e fases do ser humano.

Entre devaneios, e por que não mirabolantes produções oníricas, tento a todo custo entender as razões da razão humana. Redundante,porém quase uma fabula.O ser humano é extremamente complexo dentro de sua obvialidade .

As tecnologias atuais estão nos armando com armamento pesado, do tipo que inibi a cognição e libera instintos que já pareciam adormecidos ou até adestrados. Somos produtos ou seriamos sub produto de uma industria criada e manipulada para nos tornar emburrecidos,apáticos e anestesiados.

Usamos redes sociais, Ipods, Iphones, Tablets, Notebooks, como substitutos para nosso já tão obsoleto cérebro. Lamento,e sinto saudades das grandes bibliotecas,das pesquisas em grandes livros,que mesmo com obrigatoriedade,nos levava a viajar entre as palavras,criando assim uma saudável necessidade de desvendar o desconhecido.

Hoje, com um simples click, eis que o velho e bom Google nos entrega tudo pronto e estanque. Sinto nostalgia ,saudade mesmo,dos calos nos dedos,resultado de folhas e folhas escritas a mão.

Nesse novo, e para muitos definitivo século, estamos reféns do pensar terceirizado, das opiniões acríticas, da incapacidade de criação própria, onde tudo é copiado, colado e compartilhado, e quase sempre assinado por autor desconhecido ou fakes.

Triste novo mundo, onde roubaram-nos a capacidade lúdica do pensar livre e sem interferências da rede.