domingo, 6 de março de 2016

Eu luto ou Fico de Luto?

Eu li,que: " É grandioso o momento em que a pessoa subitamente entende que não foi o destino hostil,mas sim os seus próprios atos que criaram os obstáculos e a infelicidade(...)." Isso me faz repensar sobre as culpas e responsabilidades que carreguei na errônea ideia de ser a única responsável por todas as tentativas fracassadas.Que era somente eu que de certa forma enfiava o pé na jaca,com esse meu jeito explosivo e passional,mas hoje descobri que cada reação que tive foi tão somente reflexos das ações do outro.Seus medos,suas fugas,suas desculpas,suas dissimulações ,omissões e falta de verdades,tudo isso somado as minhas incansáveis e frustrantes tentativas faliu todas as oportunidades.
Dizem os estudiosos ,que criaram teses e mais teses sobre o luto,que é preciso enfrentá-lo de frente,é preciso esgotar todas as lagrimas e sofrimento,é preciso também e com todo o direito,mal dizer a sorte ou que Deus não nos considerou merecedores da dadiva do amar correspondido.E diante dessa morte,podemos e devemos chorar,vestir de preto nossa alma e se deixar cair no mais profundo sofrimento,para depois ressurgir feito fênix
Em contraponto a tudo isso,existe em mim aquela pulsão de vida,que tem voz alta,que grita mesmo,que ama as intensidades,que ousa e enfrenta e se enfrenta,que não se esconde,que diz o que sente sem pudores,chego a ter verborreia,tamanha é minha necessidade de falar,expor tudo que brota dentro de mim e se torna externo nesse meu jeito peculiar de ver e viver a vida.Por todas essas razões,eu não sei se luto mais um pouco,e tento reorganizar o nosso "masculino e feminino" ou me deixo cair em um luto profundo.Preciso de um sinal,podes me dar?

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Os Sons do Silencio!!!

Há de se ter muita saúde mental para se por a ouvir os sons do silencio,são na verdade os sons das nossas lembranças e ações que guardamos em nossa caixa de pandora.Passamos a vida construindo castelos ou lutando contra nossos moinhos de vento,numa busca insana de pertencermos a algo ou alguém.Quando os sons do silencio invadem nossos ouvidos,há um gritar ensurdecedor que nos coloca obrigatoriamente em busca de uma forma de cala-lo.Somos produtos do que projetamos,ou das produções oníricas criadas por nossa mente quando somos vencidos pelo cansaço,muitas vezes somos consumidos por elas.
Quisera eu desconhecer as armadilhas da psique,talvez estivesse menos machucada ou perdida.Confesso sem autopiedade,que me sinto fracassar diante das inúmeras tentativas vãs de me fazer ver e de  pertencer,quando de forma quase inesperada somos colocados diante daquele ao qual queríamos estar ligados e percebemos o quão feliz ele é sem nossa presença,e como de fato fomos nós que criamos a ilusão de pertencermos aquela realidade.Não obstante esta a nossa dificuldade em desistir,mas como desistir daquilo que vemos como nosso,?Como aceitar que o outro não nos integrou ao seu cotidiano?
Seguiremos assim,embalados pelos sons do silencio,dos fantasmas e devaneios, aprisionados em nossa caixa de pandora,mas que são as vozes do silencio da noite.