domingo, 7 de fevereiro de 2016

Os Sons do Silencio!!!

Há de se ter muita saúde mental para se por a ouvir os sons do silencio,são na verdade os sons das nossas lembranças e ações que guardamos em nossa caixa de pandora.Passamos a vida construindo castelos ou lutando contra nossos moinhos de vento,numa busca insana de pertencermos a algo ou alguém.Quando os sons do silencio invadem nossos ouvidos,há um gritar ensurdecedor que nos coloca obrigatoriamente em busca de uma forma de cala-lo.Somos produtos do que projetamos,ou das produções oníricas criadas por nossa mente quando somos vencidos pelo cansaço,muitas vezes somos consumidos por elas.
Quisera eu desconhecer as armadilhas da psique,talvez estivesse menos machucada ou perdida.Confesso sem autopiedade,que me sinto fracassar diante das inúmeras tentativas vãs de me fazer ver e de  pertencer,quando de forma quase inesperada somos colocados diante daquele ao qual queríamos estar ligados e percebemos o quão feliz ele é sem nossa presença,e como de fato fomos nós que criamos a ilusão de pertencermos aquela realidade.Não obstante esta a nossa dificuldade em desistir,mas como desistir daquilo que vemos como nosso,?Como aceitar que o outro não nos integrou ao seu cotidiano?
Seguiremos assim,embalados pelos sons do silencio,dos fantasmas e devaneios, aprisionados em nossa caixa de pandora,mas que são as vozes do silencio da noite.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Sejas flor!

Há quem passe a vida fugindo não apenas do que lhe habita,mas também de tudo aquilo que chega e quer fixar morada.A dificuldade de ser amado e receber afeto é algo que limita o existir.Podemos ,e temos o total direito de não amar ou demonstrar afeto,embora haja ai um traço de personalidade a ser observado.
Ser uma flor e florescer ,nada mais é dar-se direito a si e ao outro de viver a plenitude.Ficar fugindo o tempo todo desgasta o existir,já que somos compostos por energia,e é essa energia que nos conecta aos nossos iguais.
Embora eu por muitas vezes tenha vivenciado coisas não muito agradáveis,nunca deixei de me permitir sentir todas  as sensações da minha condição de humana.Porque escolhi viver,sejam as coisas ruins ou as boas,e não ter como companhia na velhice de fantasmas que foram alimentados pelo meu azedume cotidiano.
Ser intensa,passional,chutar o balde e cuspir marimbondos,têm sido para mim o balsamo da sanidade.Não irei construir uma velhice solitária e amarga,porque sou vibrante e amo viver.