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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sempre Olhar o Mundo Com Olhar de Criança!!!

Fiquei pensando o que postar para o dia das crianças, fui até o “Google”, mas nada era assim tão pessoal, então resolvi usar meus neurônios e me aventurar rumo a produzir um texto para homenagear esses seres que possuem o poder da inocência de um sorriso, a delicadeza dos anjos e acima de tudo um lindo olhar lúdico sobre a vida.

Não tem como não me reportar a minha própria infância, onde tinha pensamentos mágicos, a incrível crença de acreditar em fadas e papai Noel, onde a dor era só quando ralava o joelho, onde os medos se evaporavam com um colo de vó, ou com o perfume da “comidinha” de mãe, bons tempos onde tudo que se tinha era uma vida inteira pela frente.

Ai cresci, acordei do sonho, fui retirada do mundo de Alice e vi que não tinha o poder de fugir de crescer como Peter Pan, longos e doloridos anos, onde se aprende que o príncipe sempre vira sapo, que nem todas as pessoas te amam e irão te proteger. Acordei sem o beijo de príncipe, como na fabula da cinderela.

Mas ai, fui merecedora de poder gerar filhos (2), ganhei novamente a oportunidade de reviver os lindos sonhos cor de rosa da minha tão feliz infância, e o mais especial ainda, tive a oportunidade de ser mãe de um ser portador de necessidades especiais, que há 25 anos me dá o grato prazer de brincar como na ciranda cirandinha.

Por tudo isso, aprendi, que apesar de tudo, nunca, mas NUNCA mesmo, devemos perder o olhar lúdico sobre a vida, pois já dizia Che Guevara: "Hay que endurecer se, pero sin perder la ternura jamás”.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS A TODOS, QUE AINDA CONSEGUEM SORRIR, SIMPLESMENTE POR SORRIR...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Palmadinhas Machucam o Emocional...

Sol e muito frio nesta segunda-feira, o fim de semana não foi diferente dos últimos dias, intercalando chuvas, sol e ventos fortes. Como se diz: “Nada de novo no quartel de Abrantes”.

O governo federal, como é de seu gosto, esta propondo um novo projeto de lei, que irá punir pais e cuidadores que batem em seus filhos. A proposta "estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante".

Pois bem, sou de uma geração onde punições físicas eram comuns e sem a pratica de externar afeto, me tornei adulta e gerei filhos e procurei não repetir minha historia. Acredito no dialogo como forma eficaz de estabelecer limites.

Somos parte de uma sociedade que em sua grande maioria vive em situação de miserabilidade humana, com poucos recursos intelectuais e com um histórico de maus tratos e punições que beiram o sadismo. Como reeducar estas pessoas e ajudá-las a zerar seus traumas e assim impedi-las que caiam na compulsão a repetição?

Não há receitas de bolo, mas um ingrediente é fundamental, oferecer educação de qualidade a estas crianças e adolescentes, para que no futuro não venham a repetir suas macelas familiares.

Muitos irão dizer que pais possuem direitos sobre seus filhos, dentre eles o de bater para educar, mas antes dos direitos, vem os deveres, que não se resumem apenas ao prover. Nós pais somos os responsáveis diretos pela formação de um novo cidadão,cabendo-nos a tarefa de informá-los sobre conceitos e valores que muito os ajudarão a saberem usar o direito do livre arbítrio.

Bater, castigar, humilhar, não é a solução milagrosa para educar. Dar limites, afeto, acolher, não irá “estragar” um filho, o que leva muitos jovens ao desvio de conduta é o descaso emocional.