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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para Refletir (XIV))

Por que você me pergunta? Perguntas não vão lhe mostrar Que eu sou feito da terra, Do fogo, da água e do ar!( Raul Seixas/Paulo Coelho)
(Eu que tirei essa foto)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pérolas e mais Pérolas.....

De volta a “vaca fria”, como se diz por aqui quando assuntos se repetem. Ontem postei um texto aplaudindo a decisão do STJ gaúcho, reconhecendo a adoção legitima de casais homossexuais, e ressaltei a importância deste fato para a modernização dos direitos da criança e das famílias.

Pois bem, hoje ao abrir o site de notícias, não tão surpresa, me deparo com as manifestações contrarias dos senhores representantes do “Senhor Divino”. Tanto a ICAR, como a Assembléia de Deus não concordam com o STJ.

Alegação? Pasmem, estes senhores dizem não ser saudável para as crianças estarem sob os cuidados de pares de iguais (gêneros sexuais), por que a criança precisa ter como parâmetro de figuras femininas e masculinas.

Esta semana, um pai matou seus três filhos, antes de atear fogo na casa e se suicidar, ato gravado e documentado por ele, como forma de vingar-se da ex mulher. No caso Isabela Nardoni o próprio pai a jogou do sexto andar, causando assim sua morte aos 6 anos de idade.

Eu mesma no exercício da minha profissão em comunidades carentes fui testemunha do quão cruel pais e mães podem ser. E todos tinham famílias de: papai, mamãe e filhinhos. Então me parece que este fator não determina a saúde mental do indivíduo.

Não se faz necessário ser um profissional da saúde mental para constatar que carinho, afeto, valores morais independem de quem cria, se homem e mulher, mulher e mulher ou homem ou homem. A figura masculina para a formação de identidade não precisa ser necessariamente o pai, pode ser o avô, tio, irmão mais velho, cuidador.

Em uma sociedade, onde a grande maioria das famílias hoje é constituída por mulheres provedoras, sejam elas mães, avós, tias, até mesmo nas casas de abrigamento, a grande maioria dos cuidadores são do sexo feminino, já não tem lugar para este tipo de hipocrisia, ainda mais advindas dos senhores representantes de Deus, que nos últimos tempos possuem em sua pirâmide alimentar o “feio” habito de comerem criancinhas.

Será que estes sacerdotes foram criados por casais homossexuais?Pois estes, dizem que crianças criadas por “gays” viram também prosmícuos e com desvio de conduta. Pedófilia é o que mesmo?

Hora mais que urgente de revermos conceitos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

De Cabral a Leonardo.....

22 de Abril de 1500, supostamente ou historicamente a data em que Pedro Álvares Cabral, descobriu o Brasil. Dizem os entendidos que foi por acaso, que ele queria mesmo era descobrir a Índia. Mas descobriu muitas índias por aqui, até deixou descendentes.

Foi neste ano, que começou a bagunça brasileira, herdamos o jeitinho, o dom da barganha e se fez a “lei de Gerson”. Mas nem tudo é só engodo em terras tupiniquins. Apesar de Cabral, somos um povo heróico, brado e retumbante.

E buscamos o nosso sol de um novo mundo, lutamos todos os dias para que de fato, nos brasileiros possamos dar o nosso grito do Ipiranga.

Mas 22 de Abril, não o de 1500, e sim o de 1986, também é uma data de descobertas. Uma data que descobri que não estamos vivos apenas para respirar, e o dom da vida é uma oportunidade de crescimento, autoconhecimento.

Vou hoje homenagear meu filho Leonardo, “BAM” para todos que convivem e aceitam a sua diferença e limitações físicas. Agradecer por te-lo, e de poder reconhecê-lo como um ser humano completo e com olhar brilhante e sorriso acolhedor.

Em uma sociedade segregadora, hipócrita, onde todos os dias ouvimos historias e estórias de descasos, abandonos. Sobreviver já é um premio. Ser ou ter um deficiente não é tarefa fácil, mas é um exercício diário de superação, revisões de conceito e valores.

Sou humana, imperfeita e falha e também aprendiz, mas sei que me torno melhor todos os dias da minha existência, por que aprendi a reconhecer que a vida se faz presente nos pequenos gestos, e que viver é o bem maior que possuímos.

Por isso, agradeço as forças do universo, por ter o privilégio, de ter aprendido, não sem dor, revolta ou auto piedade, mas superado o momento de “sou coitadinha” descobrir o quão rica é a convivência com o diferente.

E como diz a musica: “CADA UM SABE A DOR E A DELICIA DE SER O QUE É...”