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sábado, 17 de julho de 2010

Diferenças e Afeto...

Chegou o sábado outra vez, a vida esta cada vez mais dinâmica, os dias, semanas, meses e anos passam com uma rapidez que às vezes não dá tempo de fixarmos o olhar. Tudo parece como uma viagem de carro em alta velocidade, quando algo nos chama a atenção, já passou e resta apenas o esforço em manter aquela imagem na memória.

E esta mesma dificuldade de fixar memória se traduz na forma efêmera das relações humanas, já não a tempo de fixar olhares, de efetivar carinhos e querer continuidades. Tudo é uma grande viagem a 200 km/h.

Mas ainda é possível buscarmos mudanças, no país Hermano, a Argentina, foi aprovada a lei que legaliza o casamento entre pares de iguais (homossexuais), um avanço importante nas relações homo afetivas.

Já no país tupiniquim, ainda estamos engatinhando, hora progredimos, hora retrocedemos, como se o afeto tivesse gênero sexual exclusivo e definido como verdades absolutas. Vivenciamos séculos de ranços preconceituosos, onde os crimes contra homossexuais ainda estampam as paginas de noticias policiais, até quando?

Sejamos um dia, apenas humanos, com direitos que nos assegure a liberdade de externar nossos afetos, sem medos e receios de sermos colocados a margem dos falsos moralismos. Quem sabe, meus netos,bisnetos, possam um dia assumirem seus desejos sem precisarem freqüentar guetos ou andar a sombra do que é dito como “normalidade”.

Não me prendo a conceitos e preceitos, convenções, quebro e brigo e luto por direitos que possam ultrapassar as barreiras do esperado. Não gosto de mesmices e faço de tudo um pouco para me conservar dentro das minhas diferenças com autenticidade.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pérolas e mais Pérolas.....

De volta a “vaca fria”, como se diz por aqui quando assuntos se repetem. Ontem postei um texto aplaudindo a decisão do STJ gaúcho, reconhecendo a adoção legitima de casais homossexuais, e ressaltei a importância deste fato para a modernização dos direitos da criança e das famílias.

Pois bem, hoje ao abrir o site de notícias, não tão surpresa, me deparo com as manifestações contrarias dos senhores representantes do “Senhor Divino”. Tanto a ICAR, como a Assembléia de Deus não concordam com o STJ.

Alegação? Pasmem, estes senhores dizem não ser saudável para as crianças estarem sob os cuidados de pares de iguais (gêneros sexuais), por que a criança precisa ter como parâmetro de figuras femininas e masculinas.

Esta semana, um pai matou seus três filhos, antes de atear fogo na casa e se suicidar, ato gravado e documentado por ele, como forma de vingar-se da ex mulher. No caso Isabela Nardoni o próprio pai a jogou do sexto andar, causando assim sua morte aos 6 anos de idade.

Eu mesma no exercício da minha profissão em comunidades carentes fui testemunha do quão cruel pais e mães podem ser. E todos tinham famílias de: papai, mamãe e filhinhos. Então me parece que este fator não determina a saúde mental do indivíduo.

Não se faz necessário ser um profissional da saúde mental para constatar que carinho, afeto, valores morais independem de quem cria, se homem e mulher, mulher e mulher ou homem ou homem. A figura masculina para a formação de identidade não precisa ser necessariamente o pai, pode ser o avô, tio, irmão mais velho, cuidador.

Em uma sociedade, onde a grande maioria das famílias hoje é constituída por mulheres provedoras, sejam elas mães, avós, tias, até mesmo nas casas de abrigamento, a grande maioria dos cuidadores são do sexo feminino, já não tem lugar para este tipo de hipocrisia, ainda mais advindas dos senhores representantes de Deus, que nos últimos tempos possuem em sua pirâmide alimentar o “feio” habito de comerem criancinhas.

Será que estes sacerdotes foram criados por casais homossexuais?Pois estes, dizem que crianças criadas por “gays” viram também prosmícuos e com desvio de conduta. Pedófilia é o que mesmo?

Hora mais que urgente de revermos conceitos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Contra pontos !!!

Quarta-feira, com sol após dias de chuvas por terras gaúchas,as vezes confesso não saber o que escrever, e em outras tantas vezes penso em parar com o blog. Mas somando os prós e os contras, sobra o meu gostar de escrever, mesmo que amadoramente.

Pois bem , cá estamos neste país tupiniquim, onde o abandono social de crianças e adolescentes é quase que de calamidade publica. Filas de espera imensas de pessoas que buscam adotar e assim realizar seus sonhos de maternidade e de dar satisfação a uma sociedade que cobra prole.

Tivemos esta semana o caso de uma procuradora da justiça do estado do RJ,que depois de anos de espera,entrevistas, foi considerada apta a adotar. Adotou uma menina de dois anos, abrigada desde o nascimento. Meus colegas psicólogos a julgaram em pleno gozo de sua saúde mental.

Alguns meses depois, gritos, xingamentos, agressões,e vizinhos denunciaram. A tal pessoa apta agredia covardemente a menina, com toques de crueldade e maldade, eis ai mais um erro de avaliação de profissionais da saúde mental, repetindo-se o caso de Goiás.

Em contra ponto, aqui no RS, foi concedido a um casal homossexual feminino, o direito a adoção legal, em tempos que a igreja católica culpa a homossexualidade pelas barbáries cometidas por seus sacerdotes, realmente é este um grande passo na busca de igualdades sociais.

Os próprios ministros do STJ reconheceram como inovadora a sua decisão. O parecer deles foi de que deve prevalecer o interesse da criança. O ministro Luis Felipe Salomão explicou ontem que o laudo da assistência social recomendou a adoção, assim como parecer do Ministério Público Federal. A expectativa é de que a decisão do STJ abra caminho para uma legislação que reconheça o direito de adoção por homossexuais. (Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2886910.xml)

Bom ler notícias assim, não só Bagé/ RS está de parabéns, mas o RS, que mais uma vez inova e busca adequar às leis ultrapassadas aos novos tempos e a nova “cara” da família brasileira. Como cidadã, deixo aqui meus sinceros votos de que tudo daqui para frente seja avanços em busca de tornar esta sociedade menos hipócrita e segregadora.