quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Vivenciando o Luto e Renascendo...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Estou de Volta...
sábado, 4 de setembro de 2010
Refletindo....
É sábado, por aqui muita chuva e aquele clima de saudade no ar. Interessante dias assim, ficamos quase que inertes em nós mesmos, talvez buscando respostas que não existam, ou as perguntas certas não tenham sido formuladas.
Vivemos tempos impares, onde tudo e todos parecem se mover na velocidade da luz, e nós pobres mortais ficamos a mercê de um tempo veloz e feroz. Penso muitas vezes em desistir de auto entender-me e por conseqüência parar de procurar entender o outro, confesso, portanto ser esta uma tarefa desproposital, afinal estamos por aqui neste mundo dito terreno em busca do conhecimento, tanto pessoal, quanto a buscar as respostas para nossas duvidas e crises existenciais.
Sei o quão com complicado é viver e conviver com nosso grupo de iguais, mas também sei que sem isso nada seriamos. O bom é poder constatar que encontramos pelo caminho pessoas com as quais nos identificamos, e juntas trilhamos caminhos de aprendizados,afetos e respeito.
Sou uma pessoa com limitações, não limitações físicas, mas limitações que me fazem às vezes radicalizar nas minhas avaliações para com o outro. Afinal sempre parto do pré suposto que devemos sempre unir o nosso pensar, ao nosso comportar-se, e quando isso não anda de forma harmoniosa, eis que fica a idéia da tal “moral de cuecas”.
Mas creio que estamos todos apenas em busca do tal eldorado chamado felicidade, e em nome desta busca, muitas vezes atropelamos algumas pessoas, usando de indiferenças, ou criando regras e punições que julgamos traduzir nosso caráter e nossa personalidade, sem notar que tais atos mutilam o afeto que o outro nos oferece, eis ai o dito egoísmo humano, recheado de falsos moralismos e ideias tortas do bem viver.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Para Refletir ( VII ) !!!
Dois horizonte fecham nossa vida:
Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem? — Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? — Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Dois horizontes fecham nossa vida....(Machado de Assis- Dois Horizontes)quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Evoluindo ou Regredindo?
Chegou setembro, o mês da primavera, da renovação da fauna e flora, e por que não mudanças também no comportamento dos humanos. Afinal somos animais, que possuímos a diferença da razão que momentaneamente substitui o instinto, será?
Pelo sim, pelo não, particularmente prefiro pensar que somos seres irracionais adestrados para raciocinar. Pensamos, articulamos palavras, nos comunicamos verbalmente, gestualmente, mas temos serias dificuldades de nos fazer entender. Quem sabe esteja ai uma sutil diferença que nos qualifica como seres supostamente pensantes.
Complicado às vezes descrever quem somos como somos e o porquê somos. Darwin talvez tenha nos percebido tal qual somos,ao construir sua teoria sobre a evolução humana. Porém, penso se vivo estivesse, estaria ele, Darwin decepcionado com a estagnação evolutiva que atingimos.
Séculos após séculos, apenas ou ainda conseguimos nos manter sobre duas patas, sinceramente creio que o velho criador da teoria da evolução, tinha outras expectativas para o homo sapiens, e não essa nítida regressão a era das cavernas (estou sendo otimista).
Muito se tem falado das dificuldades das relações humanas, especialistas em comportamento dito humano, descrevem teorias e mais teorias acerca do tema, e parece-me que não há consenso nas definições e projeções de um futuro onde realmente sejamos evoluídos.
De nada adianta, essa é minha singela opinião, criarmos tecnologias cibernéticas, levarmos vida a Marte, se o esperado não conseguimos manter, ou seja, o afeto nas relações entre iguais. Somos a única espécie de animais que aniquila seu igual, pelo simples prazer sádico e perverso de exterminar, seja física ou emocionalmente o outro.
Mas enfim, não há mais tempo para filosofias de butiquim, ou realmente nos rebelamos e cobramos nosso direito ao afeto, carinho e respeito, ou estaremos sobre quatro patas daqui alguns séculos mais.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Para Refletir ( VI ) !!!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Para Refletir ( II ) !!!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Humanamente Humano...
Começou um novo mês, já estamos em Agosto e ele chega com baixas temperaturas por terras gaucha. Com o frio assumimos uma postura mais intimista,voltada a atividades que nos remetem ao calor e a proteção de nossa casa.Muito embora, seja esta uma época em que os que pouco possuem ,sentem potencializadas suas misérias materiais, não deixa de ser uma estação com belas paisagens e até um ar burlesco.
Mesmo já terça-feira, ainda a tempo de comentar as sensações do fim de semana, foram muitas, desde as decepcionantes até as que surpreenderam positivamente. Como é interessante o ser humano, quando despido de suas mascaras e fragilizado pelas dores do existir.Quando a dor ou a magoa nos faz companhia, parece que ficamos sem roupa, perdemos as armaduras e conseguimos ser apenas um simples mortal.
O mundo não para, a vida inevitavelmente segue seu curso, mesmo que este não nos leve para onde queremos ir. Mas uma certeza eu consigo ter, a sensação de que não é de todo perdido o tempo oferecido a quem gostamos, mesmo que a recíproca não nos chegue com a intensidade que queremos ou merecemos.
Estamos rumando para o envelhecer e ter e querer a companhia de outros se faz cada vez mais necessária, não apenas por que somos seres que nascemos para viver aos pares, mas por que precisamos de afeto, respeito, cumplicidade e um abraço sem barganhas.
Enfim, mesmo que tenhamos teses e teorias sobre autonomias e liberdade, chegamos à linha tênue que separa o ideal do real, e sem nos darmos conta, buscamos desesperadamente à mão do outro para que possamos nos sentir seguros. É este o encanto humano, poder ser explicito sem precisar verbalizar,apenas aceitar o que o outro nos oferece gratuitamente, o AFETO.
sábado, 17 de julho de 2010
Diferenças e Afeto...
Chegou o sábado outra vez, a vida esta cada vez mais dinâmica, os dias, semanas, meses e anos passam com uma rapidez que às vezes não dá tempo de fixarmos o olhar. Tudo parece como uma viagem de carro em alta velocidade, quando algo nos chama a atenção, já passou e resta apenas o esforço em manter aquela imagem na memória.
E esta mesma dificuldade de fixar memória se traduz na forma efêmera das relações humanas, já não a tempo de fixar olhares, de efetivar carinhos e querer continuidades. Tudo é uma grande viagem a 200 km/h.
Mas ainda é possível buscarmos mudanças, no país Hermano, a Argentina, foi aprovada a lei que legaliza o casamento entre pares de iguais (homossexuais), um avanço importante nas relações homo afetivas.
Já no país tupiniquim, ainda estamos engatinhando, hora progredimos, hora retrocedemos, como se o afeto tivesse gênero sexual exclusivo e definido como verdades absolutas. Vivenciamos séculos de ranços preconceituosos, onde os crimes contra homossexuais ainda estampam as paginas de noticias policiais, até quando?
Sejamos um dia, apenas humanos, com direitos que nos assegure a liberdade de externar nossos afetos, sem medos e receios de sermos colocados a margem dos falsos moralismos. Quem sabe, meus netos,bisnetos, possam um dia assumirem seus desejos sem precisarem freqüentar guetos ou andar a sombra do que é dito como “normalidade”.
Não me prendo a conceitos e preceitos, convenções, quebro e brigo e luto por direitos que possam ultrapassar as barreiras do esperado. Não gosto de mesmices e faço de tudo um pouco para me conservar dentro das minhas diferenças com autenticidade.

