Mostrando postagens com marcador Afeto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Afeto. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vivenciando o Luto e Renascendo...

A vida é constituída de muitos ganhos, mas também de muitas perdas, tudo isso forma o equilíbrio do existir.Dentre essas perdas esta a morte, seja a morte do corpo ou a morte de projetos afetivos,laborais.
A morte deprime, nos fornece sentimentos ambivalentes,que nos desorganiza, e isso é elaborado com o luto, constituído de começo,meio e fim.Superada essas fases a dor,a revolta,eles se transformam em saudades e mais tarde em lembranças que farão parte dos nossos registros em arquivos cerebrais.
Preocupa-me são as pessoas, que passam por esse mundo terreno, indiferentes as sensações e sentimentos que mobilizam o nosso existir. Na psicologia chamamos de "Belle Indiference",onde nada parece atingi-las, caminham robotizadas e não reconhecem afetos, tudo é fugaz e mecânico.
Procuro fugir das situações que possam me machucar, porém não me escondo quando essas dores são inevitáveis, pois sei que se vive-las intensamente eu estarei forte e reestruturada quando o luto for superado.E hoje superei, vivi cada fase e estou forte e feliz.
Assim como os ganhos, que são vivenciados intensamente, as perdas devem ser vividas ,pois será essa entrega que irá nos fornecer a resiliência necessário para que sejamos possuidores de uma saúde mental plena.
Então, não se esconda das suas perdas, viva cada fase, ressurja sempre ,pois será isso que lhe dará certezas de que viveu intensamente. Ah! e não fuja do afeto, aprenda a dar e receber.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Estou de Volta...

Buenas,depois de alguns dias ausente,eis que retomo minha vida cyber.Estranhos pensamentos nos invadem quando ficamos temporariamente off. Não só por que ficamos distantes das coisas que acontecem em tempo real e que a internet nos propicia vivenciar, mas ficamos distantes dos amigos que conquistamos através desta tecnologia. Dentre meus inúmeros defeitos, esta a dificuldade em lidar com restrições de liberdade, principalmente as que me obrigam a não poder me auto gerenciar de forma plena.Devido a uma lesão no ligamento medial do meu joelho esquerdo, estou com gesso na perna, o que me faz ficar de “molho”. E meu PC também resolveu ter problemas, fatores estes que contribuíram para meu afastamento nas ultimas semanas. Mas ao mesmo tempo em que situações limítrofes nos remetem a desconfortos, há o contraponto das coisas agradáveis. Descobrimos que mesmo muitas vezes não correspondendo a expectativas, há sim pessoas que se importam conosco, ou na pior das hipóteses, pessoas “altruístas” que se sensibilizam com as causas solidárias.Não sei onde me enquadro no momento. O que sei de fato é, que situações assim, nos fazem perceber o quão falíveis somos, frágeis na matéria e vulnerável no emocional. E que precisamos do outro que forma os elos da grande corrente chamada “Relações Humanas”.

sábado, 4 de setembro de 2010

Refletindo....

É sábado, por aqui muita chuva e aquele clima de saudade no ar. Interessante dias assim, ficamos quase que inertes em nós mesmos, talvez buscando respostas que não existam, ou as perguntas certas não tenham sido formuladas.

Vivemos tempos impares, onde tudo e todos parecem se mover na velocidade da luz, e nós pobres mortais ficamos a mercê de um tempo veloz e feroz. Penso muitas vezes em desistir de auto entender-me e por conseqüência parar de procurar entender o outro, confesso, portanto ser esta uma tarefa desproposital, afinal estamos por aqui neste mundo dito terreno em busca do conhecimento, tanto pessoal, quanto a buscar as respostas para nossas duvidas e crises existenciais.

Sei o quão com complicado é viver e conviver com nosso grupo de iguais, mas também sei que sem isso nada seriamos. O bom é poder constatar que encontramos pelo caminho pessoas com as quais nos identificamos, e juntas trilhamos caminhos de aprendizados,afetos e respeito.

Sou uma pessoa com limitações, não limitações físicas, mas limitações que me fazem às vezes radicalizar nas minhas avaliações para com o outro. Afinal sempre parto do pré suposto que devemos sempre unir o nosso pensar, ao nosso comportar-se, e quando isso não anda de forma harmoniosa, eis que fica a idéia da tal “moral de cuecas”.

Mas creio que estamos todos apenas em busca do tal eldorado chamado felicidade, e em nome desta busca, muitas vezes atropelamos algumas pessoas, usando de indiferenças, ou criando regras e punições que julgamos traduzir nosso caráter e nossa personalidade, sem notar que tais atos mutilam o afeto que o outro nos oferece, eis ai o dito egoísmo humano, recheado de falsos moralismos e ideias tortas do bem viver.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Para Refletir ( VII ) !!!

Dois horizonte fecham nossa vida:

Um horizonte, — a saudade

Do que não há de voltar;

Outro horizonte, — a esperança

Dos tempos que hão de chegar;

No presente, — sempre escuro, —

Vive a alma ambiciosa

Na ilusão voluptuosa

Do passado e do futuro.

Os doces brincos da infância

Sob as asas maternais,

O vôo das andorinhas,

A onda viva e os rosais.

O gozo do amor, sonhado

Num olhar profundo e ardente,

Tal é na hora presente

O horizonte do passado.

Ou ambição de grandeza

Que no espírito calou,

Desejo de amor sincero

Que o coração não gozou;

Ou um viver calmo e puro

À alma convalescente,

Tal é na hora presente

O horizonte do futuro.

No breve correr dos dias

Sob o azul do céu, — tais são

Limites no mar da vida:

Saudade ou aspiração;

Ao nosso espírito ardente,

Na avidez do bem sonhado,

Nunca o presente é passado,

Nunca o futuro é presente.

Que cismas, homem? — Perdido

No mar das recordações,

Escuto um eco sentido

Das passadas ilusões.

Que buscas, homem? — Procuro,

Através da imensidade,

Ler a doce realidade

Dois horizontes fecham nossa vida....(Machado de Assis- Dois Horizontes)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Evoluindo ou Regredindo?

Chegou setembro, o mês da primavera, da renovação da fauna e flora, e por que não mudanças também no comportamento dos humanos. Afinal somos animais, que possuímos a diferença da razão que momentaneamente substitui o instinto, será?

Pelo sim, pelo não, particularmente prefiro pensar que somos seres irracionais adestrados para raciocinar. Pensamos, articulamos palavras, nos comunicamos verbalmente, gestualmente, mas temos serias dificuldades de nos fazer entender. Quem sabe esteja ai uma sutil diferença que nos qualifica como seres supostamente pensantes.

Complicado às vezes descrever quem somos como somos e o porquê somos. Darwin talvez tenha nos percebido tal qual somos,ao construir sua teoria sobre a evolução humana. Porém, penso se vivo estivesse, estaria ele, Darwin decepcionado com a estagnação evolutiva que atingimos.

Séculos após séculos, apenas ou ainda conseguimos nos manter sobre duas patas, sinceramente creio que o velho criador da teoria da evolução, tinha outras expectativas para o homo sapiens, e não essa nítida regressão a era das cavernas (estou sendo otimista).

Muito se tem falado das dificuldades das relações humanas, especialistas em comportamento dito humano, descrevem teorias e mais teorias acerca do tema, e parece-me que não há consenso nas definições e projeções de um futuro onde realmente sejamos evoluídos.

De nada adianta, essa é minha singela opinião, criarmos tecnologias cibernéticas, levarmos vida a Marte, se o esperado não conseguimos manter, ou seja, o afeto nas relações entre iguais. Somos a única espécie de animais que aniquila seu igual, pelo simples prazer sádico e perverso de exterminar, seja física ou emocionalmente o outro.

Mas enfim, não há mais tempo para filosofias de butiquim, ou realmente nos rebelamos e cobramos nosso direito ao afeto, carinho e respeito, ou estaremos sobre quatro patas daqui alguns séculos mais.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Para Refletir ( VI ) !!!

A rejeição é um sentimento que debilita a alma e nos faz sentir a melancólica ausencia do afeto. Mendingamos a presença do outro e nos tornamos pedintes na triste arte das relações humanas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Para Refletir ( II ) !!!

Afeto,proteção,respeito,cumplicidade,companheirismo....E ainda dizem que isso é privilégio só de humanos.De que humanos falamos?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Humanamente Humano...

Começou um novo mês, já estamos em Agosto e ele chega com baixas temperaturas por terras gaucha. Com o frio assumimos uma postura mais intimista,voltada a atividades que nos remetem ao calor e a proteção de nossa casa.Muito embora, seja esta uma época em que os que pouco possuem ,sentem potencializadas suas misérias materiais, não deixa de ser uma estação com belas paisagens e até um ar burlesco.

Mesmo já terça-feira, ainda a tempo de comentar as sensações do fim de semana, foram muitas, desde as decepcionantes até as que surpreenderam positivamente. Como é interessante o ser humano, quando despido de suas mascaras e fragilizado pelas dores do existir.Quando a dor ou a magoa nos faz companhia, parece que ficamos sem roupa, perdemos as armaduras e conseguimos ser apenas um simples mortal.

O mundo não para, a vida inevitavelmente segue seu curso, mesmo que este não nos leve para onde queremos ir. Mas uma certeza eu consigo ter, a sensação de que não é de todo perdido o tempo oferecido a quem gostamos, mesmo que a recíproca não nos chegue com a intensidade que queremos ou merecemos.

Estamos rumando para o envelhecer e ter e querer a companhia de outros se faz cada vez mais necessária, não apenas por que somos seres que nascemos para viver aos pares, mas por que precisamos de afeto, respeito, cumplicidade e um abraço sem barganhas.

Enfim, mesmo que tenhamos teses e teorias sobre autonomias e liberdade, chegamos à linha tênue que separa o ideal do real, e sem nos darmos conta, buscamos desesperadamente à mão do outro para que possamos nos sentir seguros. É este o encanto humano, poder ser explicito sem precisar verbalizar,apenas aceitar o que o outro nos oferece gratuitamente, o AFETO.

sábado, 17 de julho de 2010

Diferenças e Afeto...

Chegou o sábado outra vez, a vida esta cada vez mais dinâmica, os dias, semanas, meses e anos passam com uma rapidez que às vezes não dá tempo de fixarmos o olhar. Tudo parece como uma viagem de carro em alta velocidade, quando algo nos chama a atenção, já passou e resta apenas o esforço em manter aquela imagem na memória.

E esta mesma dificuldade de fixar memória se traduz na forma efêmera das relações humanas, já não a tempo de fixar olhares, de efetivar carinhos e querer continuidades. Tudo é uma grande viagem a 200 km/h.

Mas ainda é possível buscarmos mudanças, no país Hermano, a Argentina, foi aprovada a lei que legaliza o casamento entre pares de iguais (homossexuais), um avanço importante nas relações homo afetivas.

Já no país tupiniquim, ainda estamos engatinhando, hora progredimos, hora retrocedemos, como se o afeto tivesse gênero sexual exclusivo e definido como verdades absolutas. Vivenciamos séculos de ranços preconceituosos, onde os crimes contra homossexuais ainda estampam as paginas de noticias policiais, até quando?

Sejamos um dia, apenas humanos, com direitos que nos assegure a liberdade de externar nossos afetos, sem medos e receios de sermos colocados a margem dos falsos moralismos. Quem sabe, meus netos,bisnetos, possam um dia assumirem seus desejos sem precisarem freqüentar guetos ou andar a sombra do que é dito como “normalidade”.

Não me prendo a conceitos e preceitos, convenções, quebro e brigo e luto por direitos que possam ultrapassar as barreiras do esperado. Não gosto de mesmices e faço de tudo um pouco para me conservar dentro das minhas diferenças com autenticidade.