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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vivenciando o Luto e Renascendo...

A vida é constituída de muitos ganhos, mas também de muitas perdas, tudo isso forma o equilíbrio do existir.Dentre essas perdas esta a morte, seja a morte do corpo ou a morte de projetos afetivos,laborais.
A morte deprime, nos fornece sentimentos ambivalentes,que nos desorganiza, e isso é elaborado com o luto, constituído de começo,meio e fim.Superada essas fases a dor,a revolta,eles se transformam em saudades e mais tarde em lembranças que farão parte dos nossos registros em arquivos cerebrais.
Preocupa-me são as pessoas, que passam por esse mundo terreno, indiferentes as sensações e sentimentos que mobilizam o nosso existir. Na psicologia chamamos de "Belle Indiference",onde nada parece atingi-las, caminham robotizadas e não reconhecem afetos, tudo é fugaz e mecânico.
Procuro fugir das situações que possam me machucar, porém não me escondo quando essas dores são inevitáveis, pois sei que se vive-las intensamente eu estarei forte e reestruturada quando o luto for superado.E hoje superei, vivi cada fase e estou forte e feliz.
Assim como os ganhos, que são vivenciados intensamente, as perdas devem ser vividas ,pois será essa entrega que irá nos fornecer a resiliência necessário para que sejamos possuidores de uma saúde mental plena.
Então, não se esconda das suas perdas, viva cada fase, ressurja sempre ,pois será isso que lhe dará certezas de que viveu intensamente. Ah! e não fuja do afeto, aprenda a dar e receber.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Poucas Palavras...

De volta por uns dias, e quanta coisa aconteceu nesses dias de exílio.Às vezes parece que vivemos dentro de um redemoinho, somos levados e não podemos sequer escolher o roteiro desta louca viagem.

As eleições 2010 caminham para o fim, e houve tantos acontecimentos neste pleito, que com certeza darão origem a livros e teses. Candidatos que se aliaram, outros que redigirão cartas, bolinhas de papel que acabou em samba e por ai vai.

Estou feito cachorro que caiu da mudança, ou cego em tiroteio, complicado exercer o direito obrigatório do voto com tanta palhaçada por ai, e não bastasse, se tem que abrir as caixas de e-mails e ver mensagens de fanáticos querendo nos catequizar.

Também tivemos essa semana a perda de dois nomes de peso na política, tanto brasileira quanto do país hermano, a Argentina.Falo de Romeu Tuma e Nestor Kirchner, homens polêmicos, mas que deixaram marcas na historia de seus países.

Domingo esta chegando, e com ele o dia das bruxas, interessante ser também o dia de ir às urnas, como se fossemos depositar no caldeirão nossos pedidos de dias melhores. Particularmente admiro a história das bruxas, e como dizem: “Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay”.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Só Hoje....

Hoje estou de luto, não luto por morte, mas luto por perdas, perdas da energia investida, do carinho desperdiçado, do tempo que não volta mais.

Hoje estou de luto, por mim, que dediquei anos, meses, dias, horas, minutos e segundos, na tentativa de construir algo real.

Hoje estou de luto, por constatar mais uma vez a pequinês humana, suas incríveis dissimulações e seu caráter duvidoso e seu espírito pobre.

Hoje estou de luto, por perceber o quão vil um dito humano pode ser. Hoje estou de luto por saber que doei minha melhor parte para alguém que prefere o lixo e se tornou um lixo por conta disso.

Hoje estou de luto, por todas as pessoas que tentam inutilmente crer nas qualidades inexistentes do outro. Hoje estou de luto por perceber-me fazendo parte de um exercito solitário.

Hoje estou de luto, por que morreu em mim uma parte que incansavelmente tentei manter viva. Hoje estou de luto por estar decepcionada e frustrada, por ter sido incapaz de perceber a canalhice.

Mas só hoje estou de luto, por que amanhã serei fênix, ressurgindo das cinzas do desafeto. Amanha serei inteira,amanha estarei plena.Por que eu sou MULHER.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Para Refletir ( VIII ) !!!

Segunda-feira, para muitos um final de semana prolongado, já que amanhã é feriado nacional. O tal dia da independência do Brasil, independência? Há séculos estamos dando nosso grito de independência, porém, ainda não fomos ouvidos.

Talvez tenhamos ideias errôneas sobre independência e liberdade, talvez ainda usamos estes conceitos para sufocar nossa pequinês e nossas falhas como humanos. E talvez ainda, seja isso que nos faz agir com irracionalidades e atropelarmos tudo a nossa frente.

Quão frustrante é nos darmos conta, que empenhamos o nosso melhor e isso não é suficiente para manter laços de afeto e respeito. Decepcionante percebermos que dispensamos horas,dias,meses e até anos, tentando manter relações que julgávamos serem reais.

De fato esta falindo o encontro entre humanos, estamos cada vez mais nos direcionando para um abismo que ira nos soterrar nas nossas pobres idéias de liberdade e autonomia.

Isso tão somente traduz o egoísmo humano.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Se Deve Continuar....

Bem, eu tento buscar assuntos amenos, para que se possa manter a esperança nos tais dias melhores. Mas há forças que desconhecemos, forças estas que matam brasileiros não apenas em nosso território. As noticias sobre o terremoto no Haiti, chegaram aqui no Brasil com a mesma intensidade que destruiu Porto Princípe. Entre todas as mortes anunciadas, não que estas sejam de impacto menor, mas a morte da médica Zilda Arns, deixa uma lacuna na luta pela sobrevivência de muitas crianças e velhos. Sua luta para salvar crianças da morte precoce é reconhecida no mundo todo, através de seu trabalho a frente da pastoral da criança. Não foi atoa que seu nome foi indicado ao Nobel da paz. Nascida em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha (Santa Catarina), Zilda Arns Neumann, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ficamos todos orfãos, afinal para quem de alguma forma luta por igualdades e redução da miséria, perder Zilda Arns é algo a se lamentar. Sem contar as dezenas de militares, que morreram tentando amenizar as dores dos miseraveis haitianos. Hoje muitos países estão chorando seus mortos, na grande maioria homens ainda meninos, com sonhos de dias melhores. Deixo aqui,meu profundo sentimento, afinal sou cidadã e vivo e convivo com a dura realidade de quem espera por ajuda e salvação. Essas palavras são minha singela homenagem a Zilda Arns e a todos os militares da missão de paz da ONU no Haiti,mortos pelo terremoto.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Morte Fragiliza !!!

Dia cinzento por essa capital dos pampas, o inverno ao mesmo tempo que aconchega, também nos faz ficar melancólicos, até mesmo saudosos em nossas memórias.
Passamos a vida toda buscando coisas, pessoas e muitas vezes sem saber ao certo o que se quer, e quando perdermos sem aviso prévio tudo fica um tanto sem cor. Interessantes movimentos de dualidade entre vida e morte.
Falando em perdas e morte, hoje logo cedinho recebi a noticia do falecimento de um jovem amigo, 30 anos de idade, mas com sérios problemas de estima o que o levou a um suicídio velado. Causa mortes? Overdose de medicação.
Por mais que saibamos, que começamos a morrer a partir da hora que nascemos, é um momento estranho, ficamos divididos e muitas vezes sem sabermos o porque se morre.
Já perdi muitos que amei, pais, avós, "amor", mesmo assim ainda não sei lidar com esses sentimentos extremos. De certo que deveríamos saber lidar com a morte, nossa única verdade absoluta. Mas somos egoístas e não queremos perder.
Mas tudo serve como aprendizado, devemos vivenciar cada fase do luto, revolta, medos, tristezas, dores, saudades e lembranças. Depois? seguiremos nossa caminhada, até chegar nosso momento de deixar esse plano terrestre e encontrar o conforto em outra seara.
Mas ainda estamos vivos, ainda é quinta-feira, trabalho para realizar, amores para amar e a vida segue seu curso, um dia desaguaremos em um oceano, ainda misterioso mas que existe logo ali depois da passagem da vida para a morte da matéria.