No quartel de Abrantes, enfim a senhora Dilma foi eleita a primeira mulher presidente deste país tupiniquim, esperamos que não repita o mal feito da senhora governadora do meu estado, Yeda Crusius, que com a proposta de um jeito novo de governar, levou o RS ao buraco.
Vendo a vitória de Dilma e de Tarso, faço um retorno ao passado onde tínhamos crenças de um país justo, democrático, laico e que respeitasse a diversidade que é explicita no Brasil.Ao mesmo tempo fica aquela pulguinha atrás da orelha, que cria receios de estarmos diante do “ouro de tolo”.
Milhões de pessoas depositaram nessa eleição suas convicções e crenças, outras tantas se decepcionaram com o rumo desta campanha política, mas creio que o rescaldo será bom, afinal depois de um grande incêndio, se constatar que há sobreviventes, sempre nos faz refazer as energias.
Resta-nos agora ficarmos atentos, e não esquecermos em quem votamos e sempre que possível cobrar promessas e lutarmos para que nossos direitos sejam respeitados. Oxalá tudo seja para melhor.
Finalmente terminou, foram dias e meses de vergonha, retrocessos, discussões e acusações esse pleito eleitoral de 2010. Com o ultimo debate, apresentado ontem pela Rede Globo, ficou muito claro o despreparo de sustentar as propostas já vazias do plano de governo de ambos os candidatos.
O que se viu, foi duas figuras meio que anestesiadas diante de uma platéia de cidadãos comuns e ansiosos por respostas claras e objetivas. Livres dos escudos das acusações, da proteção de um estúdio vazio, tanto Dilma como Serra se mostraram perdidos, refigiando-se em frases complexas e fala tremula.
O retrato real de uma campanha que menosprezou a inteligência do povo brasileiro, houve ressuscitações de falhas e desencontros de governos anteriores, e cada qual querendo tirar o seu da reta. Triste constatar que somos obrigados a exercer o “direito” obrigatório de voto.
Por essas e outras tantas, que depois de quase 30 anos, irei amanhã às urnas e apertar a tecla “BRANCO”, e não será um posicionamento fácil, mas é o mais digno que consigo ser, e assim não suicidar meus valores e crenças.
De volta por uns dias, e quanta coisa aconteceu nesses dias de exílio.Às vezes parece que vivemos dentro de um redemoinho, somos levados e não podemos sequer escolher o roteiro desta louca viagem.
As eleições 2010 caminham para o fim, e houve tantos acontecimentos neste pleito, que com certeza darão origem a livros e teses. Candidatos que se aliaram, outros que redigirão cartas, bolinhas de papel que acabou em samba e por ai vai.
Estou feito cachorro que caiu da mudança, ou cego em tiroteio, complicado exercer o direito obrigatório do voto com tanta palhaçada por ai, e não bastasse, se tem que abrir as caixas de e-mails e ver mensagens de fanáticos querendo nos catequizar.
Também tivemos essa semana a perda de dois nomes de peso na política, tanto brasileira quanto do país hermano, a Argentina.Falo de Romeu Tuma e Nestor Kirchner, homens polêmicos, mas que deixaram marcas na historia de seus países.
Domingo esta chegando, e com ele o dia das bruxas, interessante ser também o dia de ir às urnas, como se fossemos depositar no caldeirão nossos pedidos de dias melhores. Particularmente admiro a história das bruxas, e como dizem: “Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay”.
Fim de semana chegando, como dizem: ”o tempo urge” e parece que não possuímos a capacidade de acompanha-lo. Semana de grandes emoções, o resgate dos mineiros chilenos, os conchavos políticos, tudo isso balançou nosso emocional.
E parece que se confirmará o arrego da senhora Dilma para os representantes de Deus, e a tal carta aberta ficará na historia retrógrada deste país tupiniquim. Discussões em torno de assuntos polêmicos fizeram a ONU divulgar uma pesquisa, onde compara o Brasil a países africanos subdesenvolvidos, no que se refere a leis sobre o aborto.
Ficamos a ver uma disputa onde o que menos importa é o bem estar da população e a construção de uma sociedade justa e igualitária. Alfinetadas e trocas de farpas tem ilustrado o horário político obrigatório e gratuito, onde o que importa é chegar aos 50% + 1.
O senhor Jose Serra, hoje se declarou a favor da união civil entre homossexuais, e disse que há diferença entre casamento e união civil, mesmo não concordando com referido candidato, nesta questão ele esta certo.O que se procura é a aprovação dos direitos civis dos casais homossexuais e não casamentos com grinalda e buquês em igrejas cheirando ao mofo dos preconceitos.
Mas a semana esta no fim vamos usar o ócio do fim de semana para recarregar as energias, por que a próxima semana será de grandes revelações nesta reta final da corrida ao planalto central. Aproveito para dar “tchauzinho”, estarei ausente por alguns dias (muitos), mas prometo voltar em breve.Vou até SC, se tudo der certo viro “barriga verde” e meus post serão com sotaque gaúcho/catarinense. Até a volta.
Peço desculpas, mas tento mudar o rumo da “prosa”, porém toda vez que me aventuro a ler as noticias sobre os presidenciáveis, choco-me e como forma de não ter um infarto fulminante escrevo.
A mais nova perola da candidata Dilma, foi ceder as pressões das igrejas e resolver redigir uma carta aberta, onde ira se comprometer em não alterar a lei do aborto, bem como se posicionar contra a união homoafetiva (o casamento entre homossexuais).
No mínimo uma vergonha, para não usar uma palavra chula, este retrocesso, nada mais é que a verdadeira face da política brasileira, onde se muda de postura conforme se é pressionado, triste figura da senhora Dilma.
Segundo matéria da Folha.com, afirmou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ): "Ela não vai encaminhar nem sancionar qualquer coisa que ofenda os direitos religiosos, que descriminalize o aborto ou que promova o casamento homossexual.
Triste perceber a falência da política no Brasil, pela primeira vez em quase trinta anos como eleitora, irei às urnas e votar em branco.Nego-me a compactuar com este retrocesso primário ao qual estamos voltando.Há valores que são incorruptíveis e não posso ver negado o direito de se ter um país que conceda direitos iguais a todos seus cidadãos.
Ter que admitir minha frustração igualasse a quando aos seis anos de idade descobri que Papai Noel não existia e vi minhas fantasias todas se acabarem. É assim que me sinto, ao ler estas declarações, traída nas minhas crenças em um partido, em pessoas que esperei que fossem ser os representantes das mudanças que tanto esperamos.
Dias primaveris por terras gaúchas, o friozinho que nos recebe pela manhã ainda nos faz lembrar o inverno, porém novos ares começam a se manifestar.
Nesta sexta-feira recomeça o horário eleitoral obrigatório e gratuito, nova chance dos candidatos mostrarem suas propostas a corrida até o planalto central. Tempos de reforçar alianças e correr atrás de novos aliados. Como se a vida fosse um mercado persa, onde tudo pode ser trocado a preço de bananas.Será resquício do descobrimento, onde levaram nossas riquezas e deixaram pentes e espelhos?
Pelo sim, pelo não, hora de afinarmos nosso senso de criticidade, podermos de fato fazer a melhor escolha. Saber se o melhor para o Brasil tupiniquim é o tucano ou a estrela, afinal a vida é feita também de símbolos, foi estes nossas primeiras tentativas de escrita no processo evolutivo.
O que não podemos é tratar este pleito apenas com ideologias, é preciso acreditar na eficácia das propostas. Estamos cansados da Lei de Gerson, ou do velho jeitinho. Acreditamos que já há palhaços demais na historia deste país, ironicamente agora representados por um palhaço de profissão que chega em Brasília com mais de Um milhão de votos.
Será a votação do Sr. Tiririca um protesto consciente ou mais um sinal da imaturidade política do povo brasileiro? Não podemos mensurar, afinal o Brasil abriu precedentes para que analfabetos funcionais governem, talvez seja este o momento de buscarmos uma educação eficaz, para que os novos políticos saibam no mínimo que ser alfabetizado vai além do saber desenhar seu nome.
Bom dia entramos numa nova fase agora, passada as eleições, pelo menos no que se refere as estaduais, afinal ainda teremos segundo turno para a presidência da republica.Momento de afinardiscursos e correr atrás de alianças que solidifiquem a entrada no planalto central.
Após quase uma década sendo governado pela direita, eis que o Rio Grande do Sul volta as mãos do PT, para alguns sinais de retrocesso, para outros à volta de tempos de renovação e talvez a entrada do estado no desenvolvimento do resto do país.
Segundo alguns analistas políticos, somos nos gaúchos o povo que ainda vai as urnas por ideologia, esta o senhor Tarso Genro de volta e a bela reeleição de Paulo Paim ao senado federal.Bom saber que apesar de sermos o ultimo estado no mapa, somos um povo politizado e sabedor do que quer.
A democracia muitas vezes mascarada pelo velho jeitinho brasileiro ou pela imperial lei de Gerson, ainda sobrevive em terras farrapa.Não sou uma expert em política, mas consigo perceber que estamos caminhando rumo a novos tempos, Oxalá seja verdade, afinal precisamos de estímulos para dar continuidade ao que acreditamos.
Vamos torcer para que a estrela traga ao velho Rio Grande, tempos de fartura e igualdade social a este povo aguerrido e bravo.
Chegando o fim de semana, e por conseqüência a reta final das campanhas eleitorais e eleitoreiras se aproximam. É impressionante o numero de marqueteiros profissionais que aparecem nesta época. Pessoas despreparadas,desqualificadas, com o falso titulo de jornalista ou até mesmo de publicitário,”Zes Ninguém”, posando de graduado ,visando vender a imagem dos profissionais da política.
É nas mãos destas pessoas, que alguns candidatos deixam suas campanhas, não é para se ficar surpreso, afinal este tipo de gente que se dizem jornalistas, com larga experiência no ramo, não passam de analfabetos funcionais, tão mal intencionados quanto os candidatos que se atrelam por migalhas de reais.
Cabe a nós, que usamos nossos neurônios, dar um basta nesta máfia, que se escondem muitas vezes nas abas de jornalecos de quinta, visando o voto popularesco e desinformado, da população que busca e espera por mudanças.
Muito me surpreende é ver raposas velhas de alguns partidos políticos, caírem na lábia infame destes falsos profissionais, também não é de surpreender por que estes mesmos supostos profissionais se sujeitam a “trabalhar” no submundo do jornalismo de várzea.
Será isso que merecemos? Creio estar na hora de usarmos o nosso poder de voto, que embora obrigatório, ainda é nossa arma para exterminarmos este tipo de gente, pequena na sua essência.
Fico perplexa em constatar a “cara de pau”, destes supostos jornalistas/publicitários, falidos e frustrados por não terem a capacidade de concluir um curso superior, e tentam projetar no outro sua pobreza intelectual, escondendo-se por trás de anúncios de políticos em fim de carreira.
Tristes figuras, e que Deus nos proteja no dia 03 de outubro, que possamos saber separar o joio do trigo e não nos deixar cair na conversa dessa gente despreparada e vil.
Terça-feira, fim do mês de agosto, mais um pouquinho lá estaremos nas festas de fim de ano, e também a nos perguntar, os por quês que tudo que planejamos não se concretizou. Todo final de ano, sobra-nos um balanço com saldos negativos, talvez resultados desta rotina que absorve e nos remete as contradições.
As campanhas políticas partidárias se encaminhando para a reta final, e somos um país que facilmente se fixa e se deixa hipnotizar por assuntos que focam a atenção para uma mesma direção. Enquanto A ou B disputam território rumo ao universo da politica, no Chile mineiros lutam para sobreviverem e talvez voltarem para casa.Já no México, e a hora do extermínio em massa de intrusos que tão somente buscavam o eldorado nas terras do Tio San.
Mas devemos viver e conviver com nossa realidade, que hoje trabalha em prol da busca por um pedaço da pizza chamada “mandato político”. Milhares de brasileiros brigam, discutem,disputam o tão valioso voto obrigatório, igualmente milhões de brasileiros famintos por melhorias de vida e de sobrevivência neste árido país tupiniquim,direcionam suas expectativas em seu partido ou candidato.
Este ano teremos uma eleição diferenciada, além do voto para presidente, governador, deputados estaduais e federais, o voto para senador será duplo, ou seja, teremos que ter dois candidatos, e obviamente que façam parte de um mesmo partido político, ou de partido integrante das coligações.Não esquecendo que também nestas eleições, só será autorizado a votar quem tiver em mãos o titulo de eleitor e documento de identificação com foto, uma forma de amenizar as fraudes.
Pouco divulgado este detalhe, talvez propositalmente, afinal há na busca por uma vaga no senado, representantes da elite capitalista brasileira, que não querem perder a “boquinha” da tão batida “lei de Gerson”. E nos pobres mortais, tão somente servimos de agentes que concretizam nas urnas as vontades dos que realmente ditam as regras por aqui.
Pelo sim, pelo não, é chegada à hora de valorizarmos a nossa obrigação eleitoral, e elegermos os não profissionais da política. Quem sabe assim, meus netos, seus netos, possam viver em um país verdadeiramente em desenvolvimento.
Por aqui dia de neblinas densas, típicos daqueles dias que nos tornamos melancólicos e com uma sensação de saudade, mas que não conseguimos identificar saudades de quem ou do que. Resta-nos então, tão somente aquela dolorida sensação de abandono.
Estamos em época eleitoral, para aqueles que de certa forma “ainda” se preocupam com o seu futuro e igualmente com o futuro coletivo, é tempo de ficarem atentos as campanhas, propostas e resultados de pesquisas. Embora não sejamos uma nação politizada, somos por vezes curiosos neste contexto dos futuros gerenciadores deste país tupiniquim.
Confesso que já tive meus dias de lutas ideológicas, de vestir a camisa das minhas ideias revolucionarias e de mudanças. Hoje infelizmente, limito-me a usar meu direito “Obrigatório” de voto. Talvez isso aconteça, por que ao longo da vida vamos acumulando decepções pessoais, decepções com a nossa realidade social e nos damos conta de que muitas vezes somos exercito de um homem só.
A atual cena política brasileira tem como protagonista um presidente ao qual por mais de 20 anos almejou estar onde esta. Essa jornada foi árdua, cheia de intempéries e lutas diárias. Hoje, as vésperas de finalizar seu mandato, obtém uma aprovação muito alta para seu governo, herança que irá deixar para sua substituta, que segundo pesquisas de intenção de votos a coloca como vencedora já no primeiro turno.
A pergunta é: “Teremos a primeira mulher a presidir este país, mas será que o machismo segregador ira deixá-la fazer a diferença?” Isso só saberemos apartir de 1º de janeiro de 2011. Isso se as pesquisas não estão nos dando uma visão ilusionista ,tipo “ouro de tolo”.
Sexta-feira, e 13, para muitos dia de azar, de não passar por baixo de escadas, fugirem de gatos pretos, para outros dias de fazer feitiços, chamarem as bruxas e as soltarem. Humanos e seus credosque nem sempre canalizam o seu melhor.
Ontem a rede Band de televisão, colocou no ar o debate com os candidatos ao governo do estado do RS, ao contrario do anterior que se focou nos presidenciáveis, este foi um pouco mais organizado, porém, ainda longe do ideal.
Algumas caras novas, outras figurinhas conhecidas do cenário político gaucho, dentre eles a atual governadora a Srª Yeda Crusius e o prefeito José Fogaça, que buscam o trono do palácio Piratini.E claro, o Sr. Tarso Genro,buscando resgatar os áureos tempos do PT em terras gaucha.
Em tempos de escândalos que permeiam os órgãos públicos, fato este cultural na política brasileira, nos eleitores e cidadãos comuns, ficamos como marionetes, sem sabermos para que lado vamos. Não somos um povo com cultura politizada, não nos é ensinado que política faz parte e influenciam nossas vidas, coisas de subdesenvolvidos.
Lembro-me e com saudades da minha juventude, onde os jovens tinham seus ideais e lutavam por eles. Buscávamosmudanças, brigávamos, éramos presos, alguns exilados e outros mortos.Mas sabíamos o porque e onde ir e chegar.
Hoje com a facilidade de informação oferecida pela rede mundial de computadores, parece que nossos jovens se tornaram zumbis e alienados em seu mundo todo particular. Lamento, mas não generalizo, porém estamos longe ainda de termos uma sociedade organizada politicamente. Aguardemos, 03 de outubro esta longe.