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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Será que Aprenderemos???

Como não se fascinar com a incrível capacidade humana de superação? O Haiti é prova real desta capacidade, em meio a destruição total, mortes aos milhares e eis que surge suspiros de vida. Ao mesmo tempo que o cheiro de morte é o perfume constante, há incrivelmente novas vidas brotando por entre escombros ou por nascimentos em meio ao total caos. Embora já somamos 18 mortes de brasileiros, de alguma forma estamos eternizando nossa presença neste país tão castigado, pois as mães estão optando em dar aos filhos os nomes dos brasileiros que as socorrem. Uma bonita demonstração de afeto e reconhecimento. E muitos de nós no auge de nossa arrogância ,muitas vezes não percebemos o real valor de termos como presente a vida. Não tem como não se sensibilizar diante de tanta dor, mas ao mesmo tempo um grau sobre humano de superação. Fico a me perguntar, que se realmente usássemos esta capacidade como combustível de construção ,seríamos imbatíveis. Mas imperfeitos e pequenos que somos por vezes, usamos nossa inteligência para maltratar , humilhar, com uma sordidez assustadora. Muitas vezes já externei minha decepção com a espécie humana, sua falta de fidelidade para com seu igual, suas armadilhas por vezes cruéis para se sobrepor diante de situações que julgam estarem em posições privilégiadas. Espero que em um futuro não tão distante, homens respeitem homens, e que essas lutas por poder ,sejam lutas para construção de um mundo menos segregador. Quem sabe, consigamos repensar nosso pequeno papel ,neste teatro chamado vida....UMA EXUBERANTE SEMANA A TODOS NÓS.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ainda Somos Humanos......

É inacreditável a capacidade humana de se reconstruir, obviamente que não sem deixar cicatrizes e traumas que serão tatuagens eternas. O terremoto no Haiti nos faz ter esta certeza disso,depois de dias sob escombros, pessoas ainda lutam pela vida a espera de serem resgatadas. E mesmo diante de imagens deste tipo, que nos chocam e imobilizam, ainda assim encontramos humanos egoístas que fazem questão de conservarem seu "umbigocentrismo". Somos por vezes tão imperfeitos, que chego a repensar se somos humanos, por que no reino animal muitas vezes há demonstrações de afeto bem mais reais e verdadeiras. Juro, tenho feito esforços sobre humanos para não perder a crença na minha espécie, mas confesso que esta cada dia mais complicado. Hoje no Paraná,será o sepultamento da Médica Zilda Arns, vamos torcer para que não seja sepultado também sua luta por salvar milhões de pessoas , que nada ou nenhuma perda tenha sido em vão. Que consigamos tirar disso tudo lições de vida e de humildade, que possamos antes de machucar,ferir,humilhar outro igual,tenhamos a capacidade de auto analizarmos. Sabemos que a crueldade humana beira a insanidade, mas sempre tempo de fazer ressurgir esperanças em seres humanos melhores. Não podemos nunca perder a capacidade de nos reorganizarmos emocionalmente, de usar nosso poder de ressiliencia e sermos fênix todos os dias.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Se Deve Continuar....

Bem, eu tento buscar assuntos amenos, para que se possa manter a esperança nos tais dias melhores. Mas há forças que desconhecemos, forças estas que matam brasileiros não apenas em nosso território. As noticias sobre o terremoto no Haiti, chegaram aqui no Brasil com a mesma intensidade que destruiu Porto Princípe. Entre todas as mortes anunciadas, não que estas sejam de impacto menor, mas a morte da médica Zilda Arns, deixa uma lacuna na luta pela sobrevivência de muitas crianças e velhos. Sua luta para salvar crianças da morte precoce é reconhecida no mundo todo, através de seu trabalho a frente da pastoral da criança. Não foi atoa que seu nome foi indicado ao Nobel da paz. Nascida em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha (Santa Catarina), Zilda Arns Neumann, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ficamos todos orfãos, afinal para quem de alguma forma luta por igualdades e redução da miséria, perder Zilda Arns é algo a se lamentar. Sem contar as dezenas de militares, que morreram tentando amenizar as dores dos miseraveis haitianos. Hoje muitos países estão chorando seus mortos, na grande maioria homens ainda meninos, com sonhos de dias melhores. Deixo aqui,meu profundo sentimento, afinal sou cidadã e vivo e convivo com a dura realidade de quem espera por ajuda e salvação. Essas palavras são minha singela homenagem a Zilda Arns e a todos os militares da missão de paz da ONU no Haiti,mortos pelo terremoto.