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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Escolhas!!!

Fazer escolhas,nem sempre é assim tão fácil,não há escolhas imparciais,solitárias ou autónomas,todas estão sempre relacionadas as influencias do meio externo.Eu,como todos sabem, estou a 400km de casa,do meu filho,dos meus amigos e de tudo que gosto ,porém, essa minha escolha me trouxe novas possibilidades,novas amizades,muito trabalho,sem contar as belas paisagens.
Tudo isso,foi apenas para tecer comentários sobre a morte de Amy Winehouse,uma jovem talentosa, que através de suas escolhas,morre aos 27 de idade,e os comentários giram em torno de sua dependência química, e não por ser uma branca,com uma voz negra,que nos remete aos bons tempos do Soul e do Blus.
Comentei sábado,ao saber da morte de Amy,que o suicida sempre atingi seu objetivo, o de morrer.Nossas escolhas também traduzem em que pulsão vivemos, com a de VIDA ou com a de MORTE.
Mas a semana começou,por aqui em terras imaruienses,ventos ciclónicos e um belo sol...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A palavra do dia é: PERPLEXIDADE

Quinta-feira, acabo de chegar em casa, achando que tudo estava dentro da normalidade habitual, pego um café e um cigarro, companhias que me fazem relaxar, ligo a TV, deparo-me com um boletim extra do tele jornal, até ai sem novidades, mas assim que entendo o contexto, fico perplexa.

Esse tipo de crime é comum lá na terra do tio San, mas em terras tupiniquins só na guerra do trafico. Mas não era nenhuma dessas hipóteses,era ali no RJ,onde crianças e adolescentes inocentes,foram mortos ou feridos, por alguém que havia ultrapassado os limites da sanidade e não soube voltar.

Especialistas em comportamento humano estão reunidos, tentando traçar a personalidade e juntar as peças de um quebra-cabeça, que nem mesmo o Sr.Freud saberia. Estamos todos,brasileiros ou não, a nos perguntar, o que leva uma pessoa a cometer um ato bárbaro?Sinceramente busco em meus arquivos cerebrais, alguma teoria aprendida em anos de estudos sobre as insanidades humanas e suas conseqüências, mas a perplexidade me deixa inerte mentalmente.

Estamos em tempos de extermínios, não só causados por catástrofes naturais, guerras pelo poder, mas extermínio da saúde mental, onde em era de Crack, fanatismos matam e se matam em nome de suas próprias leis.

Sinceramente hoje não consigo ser puramente racional, me junto aos milhões de pessoas que estão acompanhando as noticias sobre o que aconteceu em Realengo no estado do Rio de Janeiro, resta-me enlutar-me em solidariedade as famílias.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fragmentos !!!

Bem, depois de alguns dias ausente, repensando, refletindo, reorganizando a vida, volto.Interessante quando fazemos aniversario, há um balanço por vezes inconsciente em relação ao que sonhamos, projetamos e realizamos.

Freud escreveu muito pertinentemente sobre as pulsões de vida e de morte, onde lutamos contra nossos instintos e muitas vezes perdemos essa guerra. A teoria do prazer para Freud é uma busca constante entre os desejos,sejam eles de autodestruição ou de prazer puro.

Assim, mesmo para os que não invocam Freud em seu cotidiano (como eu), é inegável que somos constituídos por essas duas pulsões. Quem nunca se viu em situações ambivalentes, ou grosso modo, em cima do muro diante dos desafios da vida real?

Mas o bom é, com exceção dos suicidas, lutamos para manter a pulsão de vida sempre pulsando, é a vida é redundante, mas enfim, entre mortos e feridos, eis que aqui estamos, mais maduros, experientes, com cicatrizes que não nos deixa esquecer que viver é por vezes um perigo.

Ah!Mas quem não ousou vez ou outra a desafiar o minotauro, nesse labirinto chamado condição humana. Resumindo, cá estou, com cicatrizes, porém inteira e refeita e por que não feliz de ter sobrevivido às pulsões de morte oriundas de terceiros.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Todo dia é dia de indio?

Bem, para quem acompanha meu blog, já deve ter notado que muito uso o termo “tupiniquim” para conceituar o atraso político social do meu país. Pois é, hoje é dia 19 de abril, data dedicada ao “dia do índio”.

Interessante, quando há dividas sociais é criado um dia específico? Como dia da consciência negra, paradas gays, dia da mulher e por ai vai. Mas isto não impede que indios,negros e gays sejam mortos,segregados e com direitos restritos. Até se queima indios,negros e gays em praças desde Brasil varonil.

Mas ainda temos índios no Brasil? Com tanta miscigenação, matança e séculos de afunilamento das terras e cultura indígenas, mais algumas décadas veremos índios só em fotos.

Bem provável que hoje, em plena junção políticas para firmarem alianças para as próximas eleições, teremos grandes resgates do quanto o povo indígena foi e é importante para o país.

E como cantava Baby Consuelo, nos bons tempos das músicas com consciência social “todo dia, é dia de índio...”

Em tempo, e mudando um pouco o foco do assunto, ontem foi achado morto o “suposto” assassino em serie de Goiás. Suicídio por enforcamento na cela onde se encontrava preso. Parece que os responsáveis por sua soltura ganharam indulto por suas avaliações errôneas.

E vamos em frente, por que uma vez tupiniquim sempre tupiniquim...

sábado, 17 de abril de 2010

Perplexidade de Novo....

Não quero me fazer repetitiva, mas não tem como fugir do que teima em se repetir. No post anterior relatei a morte do menino que foi eletrocutado em uma parada de ônibus. Pois bem, ontem um menino de 19 anos morreu, ao derrapar com sua “moto”, em britas que supostamente estavam tapando um buraco.

Duas mortes que poderiam ser evitadas se tivéssemos sendo cuidados por quem ganhou nosso voto, para nos representar junto ao poder público. Fácil depois da tragédia usar da “minha culpa”.

Não sou apartidária, nem tão pouco uma alienada política, ao contrário do que alguns militantes de partidos possam pensar. Apenas não quero transformar este espaço em tribuna de A ou B. Tenho consciência do que vem acontecendo aqui em Porto Alegre, nada mais do que reflexos de anos de desmontes da máquina publica.

Não há partidos políticos culpados, afinal estes são compostos por homens e mulheres, cidadãos brasileiros que deveriam se sensibilizar, afinal também sofrem com alagamentos, ruas esburacadas e mal iluminadas e a criminalidade crescente.

Ser partidária neste momento seria me eximir em reconhecer, de que não há um partido político sequer que não tenha sua parcela de responsabilidade, neste caos que está o Brasil.

As mortes destes meninos, que tão precocemente deixaram a vida, além de nos indignar, chocar, devem servir de alerta, para que possamos escolher melhor quem nos representa. Mas não só saber escolher, ma nos disponibilizarmos a fiscalizar.

Se fossemos fazer uma análise psicológica do Brasil, diríamos que esta com “Compulsão a Repetição”, é um distúrbio comportamental.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Oigalé tchê porquera......

Estou no Brasil, este país que é resultado da troca de pentes e espelhos, por nossas riquezas naturais. E talvez esteja eu a devanear, mas penso que toda esta sujeira política, de dinheiro em cuecas, meias, ou barganhas é herança genética oriundas lá em 1500.

Moro ao sul deste país ainda tupiniquim, em um estado que já teve (alguns ainda têm) a pretensão de se desvincular do mapa e fundar sua própria republica. Estou em Porto Alegre, à capital alegre dos pampas.

Alegre? Como podemos estar ou ficarmos alegres, se em pleno século XXI pessoas morrem eletrocutadas em paradas de ônibus? Sim, aqui em Poa city meninos de 21 anos morrem ao esperar o ônibus para irem para casa após um dia de trabalho e de aulas noturnas.

Tudo bem deve ser este o ônus do crescimento, da globalização, de termos sobrevivido a marolinha da crise mundial. Mas o que potencializa estes acontecimentos é o jogo de empurra advindo das autoridades competentes (?).

Há um tal de é tu, não sou eu, que envergonha e por vezes nos paralisa. Ver aquele pai sofrido e lamentando a perda de seu único filho, e tão somente querer que alguém seja responsabilizado ou se responsabilize.

Pura utopia, nesta queda de braço o único perdedor será o povo, lembrado depois de junho,quando começara as campanhas políticas na guerra pelo “Palácio Piratini”.

E a parada de ônibus? Ainda esta lá na AV João Pessoa, ainda com descarga elétrica. E a EPTC e a CEEE? Ainda brincando de gato e rato.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Culpa de quem mesmo?

Sexta-feira, interessante como tudo parece passar com a velocidade da luz. Só as dores humanas insistem em possuir a intensidade do infinito.

Rio de Janeiro, o retrato da destruição e da confirmação da “pequinês” humana. Centenas de mortos, milhares de novos andarilhos sem teto.

Chuvas, desabamentos, mortes, sobrevivência e fé. Um misto de fim e de recomeço, a prova quase definitiva do poder de mutação. Humanos que como Fênix ressurgem, não das cinzas, mas do amontoado de restos de sonhos, soterrados pela fúria indiscriminada da natureza.

Perguntamos-nos a quem responsabilizar a quem delegar o dever de resoluções, perguntas que ecoam entre gritos desesperados de quem perdeu tudo e se sente nada. Pedidos que esbarram em politicagens, em jogo de empurra.

O poder público não sabe o que fazer ao mesmo tempo em que se diz não responsável afinal, quem tem poder sobre as catástrofes naturais, diz que tudo esta sob controle. Mas controle de quem mesmo?

Só saberemos quando começar de fato o ano eleitoral haverá um exercito de profissionais da política, com soluções mágicas e em curto prazo.

Até lá? Bem até lá, a população será aniquilada pela natureza que quer retomar seu lugar e sem aviso prévio ou direito a salário “sem moradia”. Está ai uma idéia, quem sabe o governo não lança uma nova “bolsa tudo” para famílias sem tudo.