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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fragmentos !!!

Bem, depois de alguns dias ausente, repensando, refletindo, reorganizando a vida, volto.Interessante quando fazemos aniversario, há um balanço por vezes inconsciente em relação ao que sonhamos, projetamos e realizamos.

Freud escreveu muito pertinentemente sobre as pulsões de vida e de morte, onde lutamos contra nossos instintos e muitas vezes perdemos essa guerra. A teoria do prazer para Freud é uma busca constante entre os desejos,sejam eles de autodestruição ou de prazer puro.

Assim, mesmo para os que não invocam Freud em seu cotidiano (como eu), é inegável que somos constituídos por essas duas pulsões. Quem nunca se viu em situações ambivalentes, ou grosso modo, em cima do muro diante dos desafios da vida real?

Mas o bom é, com exceção dos suicidas, lutamos para manter a pulsão de vida sempre pulsando, é a vida é redundante, mas enfim, entre mortos e feridos, eis que aqui estamos, mais maduros, experientes, com cicatrizes que não nos deixa esquecer que viver é por vezes um perigo.

Ah!Mas quem não ousou vez ou outra a desafiar o minotauro, nesse labirinto chamado condição humana. Resumindo, cá estou, com cicatrizes, porém inteira e refeita e por que não feliz de ter sobrevivido às pulsões de morte oriundas de terceiros.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Culpa ou Responsabilidade?

Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, também acreditava que a libido amadurecia nos indivíduos por meio da troca de seu objeto (ou objetivo). Argumentava que os humanos nascem "polimorficamente perversos", no sentido de que uma grande variedade de objetos possam ser uma fonte de prazer, sem ter a pretensão de se chegar à finalidade última, ou seja, o ato sexual.

Embora não seja eu uma seguidora das teorias freudianas, tenho que reconhecer que ele contribuiu e muito para que pudéssemos entender como funcionamos psiquicamente.Suas teorias sobre a sexualidade humana nos propiciam ter uma noção dos nossos comportamentos por vezes patológicos.

Sou psicóloga, e como tal busco muitas vezes entender o que acontece ao meu redor com um olhar mais direcionado e critico, porém confesso que esta cada vez mais difícil estabelecer parâmetros para o comportamento sexual humano na atualidade.

O homem enquanto definição de gênero, esta cada vez mais distante do afetivo e do emocional, embora saibamos que heranças culturais e o instinto predador contribuam para isso, em contraponto as mulheres se perderam diante de suas conquistas e busca por igualdades, equiparando-se de forma distorcida ao mundo masculino.

Instalou-se ai um romper constante de valores e conceitos, perdeu-se identidade e tudo esta descomprometido. É esperado este furor sexual na adolescência, onde buscamos estabelecer nossa identidade sexual, na idade adulta lidamos com a sexualidade de forma mais tranqüila, mas é com a chegada da meia idade que o caos se instala.

A tão comentada idade de auto afirmação masculina, acaba por direcionar para relações fugazes, efêmeras e muitas vezes promiscuas. Homens com o comportamento adolescente, computando “transas” desqualificadas, apenas para garantir sua suposta virilidade.

Talvez seja chegada a hora de nós mulheres repensarmos nosso comportamento, e buscar identificar qual nosso real papel nesta roleta russa. Podermos mensurar qual a nossa responsabilidade nas atitudes inconseqüentes do homem do século XXI.