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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Começando a Semaninha......

Aqui na terra dos catarinas,frio ártico e chuva,nos altos de Imaruí e com vista para a lagoa,minhas novas raízes já dão brotos novos, incrível nosso poder de adaptação.
Mesmo longe de casa(RS),tenho acompanhado o que acontece na minha alegre POA.Hoje lendo os jornais gaúchos,algumas noticias me deixaram confiante,outras preocupada.
A primeira,é que a STS,comprou novos ônibus,modernos e adaptados para a acessibilidade dos portadores de necessidades especiais, e a outra menos nobre,é os crescentes atos de violência contra os homossexuais,que cada vez mais chocam quem defende a igualdade de direitos.
Para enfrentar o preconceito, o governo do Estado criou o programa Rio Grande Sem Homofobia.O Rio Grande do Sul, é o sexto estado em número de denuncias contra homossexuais através do Disque 100.
Lamentável que ainda tenhamos de viver e conviver com essas atitudes,a homofobia deixou de ser um ato de preconceito e passou a ser um grave problema social.Quem sabe, ainda possamos ver alguém respondendo criminalmente por esse ato,e como brasileiro só muda de conduta, quando seu bolso é atingido,que tal aplicar uma multa bem "Salgada"?
Por hora fico por aqui, segunda-feira,dia de retornar as rotinas,acompanhada do bom e quente "Chimas".

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Para Pensar....

Quinta-feira de sol tímido por aqui, ontem os bananas de pijamas (grêmio) ganharam de virada dos meninos da vila (santos), mesmo com os colorados secando. Santa Catarina, novamente castigada pelas chuvas, creio que teremos outro inverno catastrófico em terras sulistas.

Lá na terra de Cabral o Sr. Bento XXI continua seu discurso favorável as punições de seus sacerdotes acusados de crimes sexuais. Ontem foi ao templo de Fátima, talvez em busca do quarto milagre que salve a santa madre igreja.

Porto Alegre, que um dia já foi alegre de fato, convive com a violência em suas diversas faces, a noticia da vez é a morte de um menino de 15 anos, assassinado por um colega de escola ao descer do ônibus quando chegava a casa.

Muito já se falou no tal “Bullying”, violência física e verbal cometida contra aquele que é julgado fraco, frágil, diferente. Geralmente esta violência é realizada por adolescentes e ate por crianças de tenra idade.

A escola de uma forma geral, não esta preparada para lidar com a violência infanto-juvenil, muito menos as famílias. O vereador Mauro Zacher (PDT) gaucho, é o autor de uma lei contra o bullying, que visa criar e efetivar medidas punitivas aos praticantes desse tipo de violência.

Na verdade é preciso uma ampla divulgação e a união, da escola, família e sociedade como um todo. Um conselho tutelar melhor preparado, uma força policial que entenda que este comportamento vai além de brigas de “guris”.

Esta mais que na hora, que meninos como o estudante Matheus Avragov Dalvit, não virem mais um nas estatísticas de assassinatos em Porto Alegre.

E segue a saga...

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Quem Interessa??!!

Chuvas no sul deste Brasil varonil, uma mudança significativa no clima, que até ontem ainda lembrava o desértico verão. As mudanças climáticas influenciam diretamente o comportamento dos seres vivos, dentre eles os da espécie humana.

É fato que o clima frio aproxima as pessoas, facilita as relações que se tornam mais intimistas, como se passássemos de um show orquestrado para um show acústico, estilo bossa nova.

Mas nem tudo tem conotação poética, estamos mais para cenas surreais, estilo Almodóvar. A violência em bairros rurais de Porto Alegre, em Belém Novo (minha terra natal), a delegacia de polícia foi alvo de tiros e queima de viaturas, algo inusitado para um bairro que parou no tempo e conserva ares provincianos.

O por quê? Ninguém sabe, pode ter sido um ataque isolado de vândalos ou até mesmo represália a atuação do corpo policial que cumpre todas as regras da profissão e não viola direitos civis e humanos (?).

Já na área urbana e quase central da capital dos pampas, um novo impasse entre comerciantes e a comunidade GLBTs, mais especificamente no shopping “Nova Olaria”, um conhecido ponto de encontros sociais de grupos homossexuais.

Segundo os comerciantes, alguns representantes deste “segmento social”, usam o local como ponto de encontro para praticas sexuais em banheiros, maculando assim a moral e os bons costumes dos porto alegrenses.

Já outros, argumentam que estes mesmos freqüentadores não consomem nos estabelecimentos, o que gera quebra de faturamento, afinal o local não é uma ONG.

Tema polêmico, mas segundo algumas opiniões tudo é reflexo da omissão administrativa do referido shopping, que enquanto gays e simpatizantes deixavam muitos reais ($) nos caixas de bares, pizzarias e cinemas, foi usado ouvido de mercador e fechar de olhos. Afinal, tudo, ou quase tudo é permitido quanto custo beneficio equivalem.

Está ai, uma nova luta entre os capitalistas e os militantes que buscam assegurar o direito a livre expressão e a liberdade de exercer a sexualidade em suas diversificadas formas.

Mas e os ortodoxos? Coitados, ainda se chocarão enquanto os reais ($) não estiverem circulando.

sábado, 17 de abril de 2010

Perplexidade de Novo....

Não quero me fazer repetitiva, mas não tem como fugir do que teima em se repetir. No post anterior relatei a morte do menino que foi eletrocutado em uma parada de ônibus. Pois bem, ontem um menino de 19 anos morreu, ao derrapar com sua “moto”, em britas que supostamente estavam tapando um buraco.

Duas mortes que poderiam ser evitadas se tivéssemos sendo cuidados por quem ganhou nosso voto, para nos representar junto ao poder público. Fácil depois da tragédia usar da “minha culpa”.

Não sou apartidária, nem tão pouco uma alienada política, ao contrário do que alguns militantes de partidos possam pensar. Apenas não quero transformar este espaço em tribuna de A ou B. Tenho consciência do que vem acontecendo aqui em Porto Alegre, nada mais do que reflexos de anos de desmontes da máquina publica.

Não há partidos políticos culpados, afinal estes são compostos por homens e mulheres, cidadãos brasileiros que deveriam se sensibilizar, afinal também sofrem com alagamentos, ruas esburacadas e mal iluminadas e a criminalidade crescente.

Ser partidária neste momento seria me eximir em reconhecer, de que não há um partido político sequer que não tenha sua parcela de responsabilidade, neste caos que está o Brasil.

As mortes destes meninos, que tão precocemente deixaram a vida, além de nos indignar, chocar, devem servir de alerta, para que possamos escolher melhor quem nos representa. Mas não só saber escolher, ma nos disponibilizarmos a fiscalizar.

Se fossemos fazer uma análise psicológica do Brasil, diríamos que esta com “Compulsão a Repetição”, é um distúrbio comportamental.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Oigalé tchê porquera......

Estou no Brasil, este país que é resultado da troca de pentes e espelhos, por nossas riquezas naturais. E talvez esteja eu a devanear, mas penso que toda esta sujeira política, de dinheiro em cuecas, meias, ou barganhas é herança genética oriundas lá em 1500.

Moro ao sul deste país ainda tupiniquim, em um estado que já teve (alguns ainda têm) a pretensão de se desvincular do mapa e fundar sua própria republica. Estou em Porto Alegre, à capital alegre dos pampas.

Alegre? Como podemos estar ou ficarmos alegres, se em pleno século XXI pessoas morrem eletrocutadas em paradas de ônibus? Sim, aqui em Poa city meninos de 21 anos morrem ao esperar o ônibus para irem para casa após um dia de trabalho e de aulas noturnas.

Tudo bem deve ser este o ônus do crescimento, da globalização, de termos sobrevivido a marolinha da crise mundial. Mas o que potencializa estes acontecimentos é o jogo de empurra advindo das autoridades competentes (?).

Há um tal de é tu, não sou eu, que envergonha e por vezes nos paralisa. Ver aquele pai sofrido e lamentando a perda de seu único filho, e tão somente querer que alguém seja responsabilizado ou se responsabilize.

Pura utopia, nesta queda de braço o único perdedor será o povo, lembrado depois de junho,quando começara as campanhas políticas na guerra pelo “Palácio Piratini”.

E a parada de ônibus? Ainda esta lá na AV João Pessoa, ainda com descarga elétrica. E a EPTC e a CEEE? Ainda brincando de gato e rato.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Complicamos o Simples !!!!!

Bah !!! Já é quarta-feira e por coincidência o quarto dia do mês de novembro, estamos tão absorvidos em nossas rotinas, que o tempo só é visto quando a noite já se faz presente e nos damos conta que mais um dia passou e não conseguimos zerar nossa agenda. Tenho pensado muito nos últimos tempos, na forma como ando conduzindo minha vida e tudo que estou permitindo que me atinja de forma nociva e dei-me conta que sou a responsável direta por meus dias de "patinho feio". Aqui em Porto Alegre estamos vivendo dias culturais, Bienal do Mercosul, Feira do Livro,estréias de cinema, shows e uma exploção de eventos. Mesmo assim, as pessoas estão reféns de si mesmas, correndo em busca do pote de ouro no fim do arco-íris, e não tendo tempo de contemplarem as cores do arco-íris. Mas vamos em frente, afinal a vida é uma Via que não permite retornos, apenas seguir ,mesmo que com curvas acentuadas e deverás perigosas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ainda Precisamos Saber Quem Somos......

Segunda-feira de sol por aqui, nada mal para se começar bem a semana. O fim de semana teve chuvas,frio,calor e sol,coisas do sul do país. O colorado ganhou o grenal, e eu fui prestigiar a 13ª Parada Livre de POA, estava tudo muito colorido, organizado,alegre e sem incidentes. Mas confesso que saí um tanto frustrada, em tempos que buscamos mudanças sociais em relação ao universo LGBT's, senti falta de "falas" a respeito do movimento. Talvez eu não tenha entendido a proposta do evento, mas creio que o momento deveria ter sido melhor aproveitado. Por que passa uma falsa ideia de que este universo é apenas colorido e alegre. Um momento como este deveria ser usado como "ponte" entre os universos sociais preconceituosos e segregadores, mas eu era tão somente uma expectadora, pouco ou nada poderia influênciar. Um episódio me fez refletir sobre a parada,estava eu com um amigo esperando a passagem da caminhada, quando uma mãe com sua filha sentaram ao nosso lado e a menina perguntou: "o que é tudo isso?", e a mãe respondeu: "é um desfile de fantasias". Confesso que fui movida por um sentimento de revolta, aquela mãe perdeu a oportunidade de explicar a filha o real significado do evento. Ao mesmo tempo me questionei, será que aquela mãe sabia o siginificado? As pessoas se pre disponhem a sairem de suas casas, mas sequer sabem o por que o fazem. Bem mais que um desfile de fantasias, de homens e mulheres "montados", era a busca pelo reconhecimento da diversidade. Mais uma tentativa de mostrar que a população LGBT's existe e buscam direitos e respeito. Com tudo isto pude constatar que estamos longe de chegarmos a igualdades, por que ainda não sabemos usar as oportunidades com o devido conhecimento, e de pouco adiantará leis punitivas, se os vitimizados não tiverem consciência de seu real papel social,politico e humano. Ainda é segunda, vamos criando oportunidades ,pois logo o finde chega outra vez.BOA SEMANA A TODOS NÓS.