terça-feira, 4 de novembro de 2008

As Novas Identidades Sociais !!!!!!!

Estive procurando alguns artigos para realizar um trabalho, e me deparei com um muito interessante da desembargadora do Tribunal de Justiça do RGS, e vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família, a Sra.Maria Berenice Dias, com o titulo de “A Ética do Afeto”. Chamou-me a atenção à forma eloqüente como ela descreveu os paradigmas existentes na sociedade e no campo do Direito, em relação às novas constituições familiares desse século, e o quanto ainda precisamos evoluir para entendê-las e aceita-las. Crescemos com preceitos bíblicos que afirmam que a família é constituída para que possamos crescer e nos multiplicar, convenhamos que esse já a muito deixou de ser regra,afinal as pessoas se unem por afinidades e afeto.Esse artigo da desembargadora trata das novas relações familiares,ou categorias,não há um conceito exato,que são as “homoafetivas”,e as ditas,”relações afetivas paralelas”,ou seja,relações homossexuais e relações extra conjugais,ainda sem leis adequadas para ampara-las.A ética e a moral,são na verdade,formas de regulamentar as relações humanas e seu convívio na sociedade,diga-se regras impostas,pois ser ético e ter moral é muito subjetivo,pois posso julgar-me e o outro assim não me ver. Ainda somos hipócritas no que diz respeito ao diferente de nós, aceitamos um homem ou mulher que estão saindo ou entrando em uma relação, tenham seus direitos assegurados por lei, mas achamos um absurdo quando olhamos no noticiário um homem ou mulher, requerendo de seu parceiro do mesmo sexo seus direitos civis, por anos de convivência em relação estável, ou da mulher ainda hoje denominada de “amante” que pede pensão. Segunda a desembargadora Maria Berenice Dias, esse pré conceito não é só de leigos, muitos juizes de Direito também os tem, e como ela bem salienta não se pode deixar em nome da ética que conceitos moralistas e retrógrados, ultrapassem a realidade social. E nossa sociedade esta mudando, a passos de jabuti, mas está e para melhor, e é muita falta de inteligência querer fechar os olhos para essa mudança e evolução. Eu particularmente sou uma militante de todas as causas que envolvem o bem estar humano em todas as esferas sociais, do negro, do homossexual, da mulher, da criança, do velho. E como canta Ana Carolina: “eu gosto de homens e de mulheres, e você o que prefere?”, eu?Eu prefiro gente, por que sou apaixonada por gente, afinal, eu também sou gente... Nossa quanta redundância, mas é isso ai mesmo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Na Onda do Ficar!!!!!!

Engraçado como muitos comportamentos adolescentes acabam também sendo copiados por adultos, um exemplo é o do “ficar”, inventado pelos adolescentes, que constitui em relacionar-se sem compromisso, a máxima do “eu pego, mas não me apego”, numa balada ficam com varias meninas ou meninos em uma noite. Onde o adulto entra nessa? Muitos homens e mulheres adotaram esse tipo de comportamento para não manterem um relacionamento visto como tradicional, ou seja, ficam, fazem sexo, mas nada de dizer que é namoro, muitos homens dizem que é para evitar as cobranças do dia seguinte, já avisam que será uma noite, uma tarde e quem sabe haverá outro dia, as mulheres por que não querem ficar atrás, afinal nesse mundo competitivo, cada vez mais encontramos mulheres e homens em busca da tão aclamada igualdade entre os sexos. Até ai nada de outro mundo, o bicho pega mesmo quando se apegam, afinal, teoria é teoria, mas quem tem domínio sobre seus sentimentos?Hum quase ninguém, sempre um irá romper com essa combinação. Os relacionamentos ditos abertos servem mesmo para sustentar um machismo cultural e arcaico, por que vamos combinar, o cara quer pegar todas, mas sempre dá um jeitinho para saber se a mulher também esta pegando todos, ai bate aquela insegurança de macho, de querer ter o domínio total. Um dia desses, me perguntaram o que eu pensava sobre isso, particularmente eu adoro sexo, acho que a vida deve ser vivida prazerosamente, mas somos seres emotivos e chega um dia que sentimos vontade de ter alguém fixo presente, com cumplicidade, disponibilidades, respeito e continuidade, mas como dizem: ‘cada caso e um caso”, já fiquei, já namorei, já casei, enfim, passei por muitas etapas do relacionar-se, já fui até fiel (risos), mas ai eu pergunto: para que toda essa entrega se não haverá reciprocidade? Uma questão de escolha, cada um de nós sabe onde aperta o velho sapato, nesse caso, o que querem de um relacionamento. Existe ai uma diferença, pois se tem o ideal e o real, o ideal é tudo aquilo construído com o nosso fantasiar, com informações recebidas durante nossa evolução humana, já o real é o que se tem o que é a onda do momento, é as recordações frustradas de relacionamentos anteriores, muito comum ficarmos transferindo responsabilidades e comparando um ao outro, toda vez que iniciamos um novo caso, romance, namoro, ou seja, lá o nome que iremos usar. Nós humanos temos o mal habito de dar ao outro aquilo que não suportamos em nós, o que a psicologia chama de transferência, ou seja, eu transfiro para o outro meus desejos não correspondidos, ou o meu ideal fantasiado. Eu sempre digo que o outro é o que é, nós que temos a péssima tendência de quando apaixonados, acreditar que estamos diante do Deus Apolo, e ai quando o príncipe vira sapo, damos toda a culpa ao coitado, assim também é em relação ao olhar do homem sobre a mulher. O bom mesmo é vivermos o hoje como se não houvesse amanha,plagiando aqui Renato Russo, que em sua linda musica dizia: “(...) como se não houvesse amanha, por que se você parar para pensar, na verdade não há (...)”.Bom mesmo é sempre usar de todas as “armas” ou tentativas, para ser feliz, por que o resto,ah!! O resto é o resto