segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tudo Pode, se Ninguém Souber......

Vamos falar de sexualidade e sexo? Já escrevi aqui sobre esse assunto, tentando clarear esses dois conceitos. Mas a abordagem de hoje é diferente, vou falar sobre alguns "isso pode", "isso não pode". Conversando com um amigo sobre sexo,uma declaração dele me fez pensar sobre esse assunto, ele perguntou-me o que pode e o que não pode no sexo para ti? Respondi que para acontecer sexo entre duas pessoas, primeiro tem que haver afinidades,depois vontades e muito tesão, e que com cumplicidade e respeito o sexo pode ser inventado, desde que ambos deixem claro suas preferências, particularmente duas coisas não curto no sexo, dor e violência.
O assunto continuou e ele perguntou-me se eu já havia feito sexo com mulheres, respondi que "ainda" não, e então devolvi-lhe a pergunta, dizendo: "e tu já fez sexo com homens?", ele respondeu: 'já deixei um cara me fazer sexo oral, em troca de casais, mas eu não sou gay."
Que interessante são os preconceitos sexuais, ele de imediato me disse não ser gay, mas se deixa tocar por outro homem,então lhe questionei, é bissexual então,ele: "tá doida? eu sou macho", na verdade no sexo não deveria haver essas crises de identidade, pois sexo é instinto, hormonios e prazer, e esses componentes estão contidos na sexualidade masculina e feminina, independente da orientação sexual.
Pude avaliar, assim superficialmente, que essas questões do "isso pode", e "isso não pode", é bastante limítrofe, afinal entre quatro paredes não há a visão do todo(sociedade), e todas as fantasias ganham asas e podesse liberar nossas feras e curtir o êxtase dos orgasmos, desde que
eu mantenha minha imagem de "hominho", ou de "mulherzinha", quando saio para a luz do sol.
Hipocrisias humanas, pois são esses comportamentos velados que alimentam preconceitos e segregações.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Cientistas ou Dr°s. Frankensteins?

Eluana Englaro, a italiana de 37 anos que está em estado vegetativo desde 1992,tem família brigando com o governo italiano em busca do direito de deixa-la morrer, a eutanásia em muitos países ainda é considerada uma pratica de homicídio, e para a igreja isso é um pecado.
A mulher que deu à luz oito bebês na segunda-feira (26) desta semana nos EUA já tinha seis filhos antes do nascimento dos óctuplos, revelou o jornal "The Sun" nesta quinta-feira (29). Segundo o periódico, a informação levanta dúvidas se ela realizou algum tipo de tratamento para engravidar. O hospital não divulgou o nome e a procedência da mãe, nem se ela passou por inseminação artificial.
Devem estar perguntando, o que em comum tem esses dois assuntos, pois bem, em ambos há a guerra ética da ciência. Ontem em teles jornais locais vi uma reportagem com essa mãe, desempregada,sem escolaridade e que confirmou a inseminação, onde segundo alguns cientistas esse tipo de procedimento coloca em risco a vida da mulher, pois o recomendado nesses casos é a implantação de apenas dois embriões.
A mulher afirmou que assim o fez, por que todos eram seus filhos. A pergunta é: se já tinha 6 filhos, por que se submeter a fertilização artificial?", muitas informações estão omitidas nesse caso. E mais uma vez estamos diante de contradições, pois a italiana não tem o direito de morrer, abreviando assim seu sofrimento e de sua família, em contra ponto, é legal deixar nascer 8 crianças, que se somaram a outras 6 já existentes, totalizando 14 novos futuros excluídos sociais.
Mais uma vez se está diante de conceitos e valores que contemplam a poucos interessados. A ciência a muito deixou de usar "animais" como cobaias, e passou a pesquisar diretamente em "humanos", onde esta a ética? quem fiscaliza?. Há mais sujeira em baixo do tapete da ciência , do que pode ter alcance nossa ignorância.