sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Caráter e Ética,não se Compra...

Às vezes me sinto uma alienígena em terras tupiniquins.Lembram daquela musica que dizia assim: “que país é esse?”, pois é, eu também me pergunto isso toda vez que leio os abusos e arbitrariedades cometidos em prol da conquista de um cargo político.

Há anos tramita no congresso nacional a PL/122/2006, que tem por objetivo criminalizar a homofobia no Brasil, inúmeras tentativas para que seja votada e sancionada tem sido feita ao longo desses anos, e ainda nada.

A homofobia (homo= igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, conseqüentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais.( Fonte: Wikepédia)

Pois bem, 2010 ano de eleições, e muitos candidatos levantaram bandeiras de igualdades sociais, liberdade de expressão e por ai vai, tudo para ganharem votos. Muitos ativistas da causa LGBT’s também usaram a política como forma de conseguirem ser ouvidos, como é o caso do ex-BBB Jean Wyllys, eleito deputado federal pelo PSOL/RJ.

Agora na corrida do 2º turno, eis que não surpresa, leio notícias e mais notícias sobre os atuais candidatos mudando o discurso. Pressionados pelas igrejas( todas), retiram das suas propostas temas importantes como a homofobia e o aborto.

Circulou na mídia,uma declaração do senhor Índio da Costa, (DEM),vice do senhor José Serra (PSDB),que diz:” O vice de Serra deve utilizar o mesmo discurso “enganador” dos evangélicos fundamentalistas quanto ao PLC-122/06, com exemplos estapafúrdios quanto à vigência da lei caso aprovada. Segundo Índio da Costa, um dono de restaurante poderá ser preso caso impeça um “casal gay de fazer sexo” dentro do seu estabelecimento.”(Fonte: http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=1721)

Preciso escrever mais alguma coisa? Resta-me repudiar toda e qualquer tentativa de retrocesso.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Culpa ou Responsabilidade?

Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, também acreditava que a libido amadurecia nos indivíduos por meio da troca de seu objeto (ou objetivo). Argumentava que os humanos nascem "polimorficamente perversos", no sentido de que uma grande variedade de objetos possam ser uma fonte de prazer, sem ter a pretensão de se chegar à finalidade última, ou seja, o ato sexual.

Embora não seja eu uma seguidora das teorias freudianas, tenho que reconhecer que ele contribuiu e muito para que pudéssemos entender como funcionamos psiquicamente.Suas teorias sobre a sexualidade humana nos propiciam ter uma noção dos nossos comportamentos por vezes patológicos.

Sou psicóloga, e como tal busco muitas vezes entender o que acontece ao meu redor com um olhar mais direcionado e critico, porém confesso que esta cada vez mais difícil estabelecer parâmetros para o comportamento sexual humano na atualidade.

O homem enquanto definição de gênero, esta cada vez mais distante do afetivo e do emocional, embora saibamos que heranças culturais e o instinto predador contribuam para isso, em contraponto as mulheres se perderam diante de suas conquistas e busca por igualdades, equiparando-se de forma distorcida ao mundo masculino.

Instalou-se ai um romper constante de valores e conceitos, perdeu-se identidade e tudo esta descomprometido. É esperado este furor sexual na adolescência, onde buscamos estabelecer nossa identidade sexual, na idade adulta lidamos com a sexualidade de forma mais tranqüila, mas é com a chegada da meia idade que o caos se instala.

A tão comentada idade de auto afirmação masculina, acaba por direcionar para relações fugazes, efêmeras e muitas vezes promiscuas. Homens com o comportamento adolescente, computando “transas” desqualificadas, apenas para garantir sua suposta virilidade.

Talvez seja chegada a hora de nós mulheres repensarmos nosso comportamento, e buscar identificar qual nosso real papel nesta roleta russa. Podermos mensurar qual a nossa responsabilidade nas atitudes inconseqüentes do homem do século XXI.