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sábado, 10 de julho de 2010

Escravizado nas Teórias de Liberdade....

Madrugada de sábado, frio por aqui, costumo escrever meus post de forma clara e objetiva, e nunca direcionada a alguém especificamente, por que creio que devo sempre preservar o outro. Confesso, no entanto que às vezes não é tarefa fácil o não “chutar o balde”

Com certeza muitos que assiduamente lêem meu blog, devem estar se perguntando por que tenho postado textos com o enfoque no comportamento humano, a resposta é muito simples, por que sou humana e como todos da minha espécie também sofro decepções com os meus pares de iguais.

Como estudiosa do comportamento humano, ossos da minha profissão tenho consciência que projetamos sim um ser idealizado, porém em contra partida se eu como psicóloga só olhar quem comigo se relaciona de forma clinica, serei eu um ser totalmente solitário. Por este motivo, sempre deixo distante da minha vida particular meu olhar psicológico.

Estou passando por um momento de transição, saindo de um relacionamento onde investi tempo, energia, afeto, cumplicidade, disponibilidade e pasmem fidelidade. Para encarar um relacionamento puramente “Macho e Fêmea”, tarefa que confesso ser bastante árdua, onde é preciso investir muita energia psíquica.

Vale à pena? Plagiando “Pessoa”: tudo vale à pena, se a alma não é pequena. O que não vale à pena é o banalizar pessoas e não assumir nossa condição de pobreza de sentimentos, de possuir a insana dificuldade de doar-se ao outro por medo de cair nas convenções e deixar claro que certas teorias sobre liberdade são na verdade uma mera forma de esconder a incapacidade emocional. Seja esta por falta de recursos egoicos ou a total desconsideração pelo outro.

Mas ainda é só madrugada, afinal é sábado, onde todo mundo espera alguma coisa .Antes de encerrar, o post de hoje tem destinatário, mesmo não citando nomes com certeza ele irá reconhecer-se nestas linhas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Modernidade e Lendas Urbanas !!!!!

Sem novidades climáticas, apenas frio,frio e frio. Terça-feira ainda, não sei se devido ao frio,mas tudo parece andar mais lentamente nessa estação gelada.
Como de hábito, andei por essa net a ler alguns blogs, e me deparei com um bem interessante,"Indiana Silva"(um blog do ibest). O cara é um historiador e aborda histórias pitorescas desse Brasilzão.
E hoje ele escreveu sobre lendas urbanas e crenças familiares, do tipo "velho do saco". Cresci ouvindo essas estórias, fui uma criança muito rebelde e não incomum ser coagida com esse tipo de "ameaça".
Hoje a pedagógia e a psicólogia ajudam, pais e mães a gerenciar a criação dos filhos, com dicas tipo: "super nani". Mas lá no antigamente era na base do "laço", castigo, cuca,bicho papão,bruxas e o coitadinho do velho do saco.
Essas lendas, muito assustaram os sonhos de muitas crianças da minha geração, interessante como nos marcam, psicologicamente eu diria que dependendo do efeito,pode e muitas vezes efetiva grandes e relevantes traumas.
Consegui criar meus filhos,sem cair na tentação de repetir minha infância, consegui estabelecer uma relação de diálogo,confiança e respeito. Muito embora, pouco ou quase nada isso lhes protegerá das ameaças dessa nova era, mas contudo, saberão não ter medo de enfrentar seus "velho do saco" interno e se tornarão adultos mais seguros emocionalmente.
Todavia, o velho do saco ainda anda por aqui, óbvio que com uma nova roupagem. Hoje ele consegue adquirir formas variadas, desde políticos até a amarela pedra do crack. E nós tentando nos comportar, para fugir de suas garras.
Mas enfim, as lendas urbanas, mesmo repaginadas, ainda existirão por muitos e muitos séculos, afinal somos humanos, e como tal precisamos delegar a outro, nossas falhas, medos e insatisfações.
É terça-feira, fria, mas um bom dia para exorcizarmos os nossos "velhos do saco".

terça-feira, 9 de junho de 2009

(Ambi)Valentemente Humanos!!!

Passou o fim de semana, sobrevivemos a segunda-feira, por aqui frio daqueles de "renguiar cusco". Cada dia mais complicado deixar a cama as 6h da matina quando o despertador insiste em nos atirar ao mundo real.
Por falar em mundo e real ou realidade, estamos vivenciando dias terminais, aviões que insistem em cair, centenas de vidas perdidas e corpos desaparecidos. Situações que nos fazem ter certezas de que aqui realmente só estamos de passagem.
Somos passageiros de uma nave, desgovernada por nossos atos e comportamentos suicidas. Nosso modo egocêntrico de julgar-nos intocáveis e infinitos, acaba por nos fazer crer em uma onipotencia utópica e desastrosa.
As vezes me questiono enquanto ser pensante, racional e por vezes emocional, não um questionamento vago ou pueril, mas me faço dezenas de perguntas na tentativa de me descobrir.
Com certeza, quase todos nós já tenhamos nos perguntado o porquê nos deixamos servir de moedas de troca, porquê muitas vezes nos deixamos usar como halibe de supostos "querer bem".
Não sem decepcionar-me constato que somos o que deixam que sejamos, procuramos tristemente muitas vezes agradar a terceiros, mesmo que isso seja uma violência contra nossas crenças.
E seguimos a ganhar migalhas afetivas por puro medo de nos sentirmos sozinhos e desprotegidos. Quando noticias de mortes, de violências nos chegam e chocam, paramos perplexos a nos perguntar quem somos nós nessa terra de gigantes.
Vou confessar que ando muito decepcionada com minhas escolhas, atos e comportamentos, e tal constatação me deixa com um sentimento de orfanilidade(orfã), ou como cantava Caetano Veloso: " Sem lenço e sem documento".
Mas ainda é terça-feira, e sem medo de errar digo que ainda viveremos experiências ambivalentes essa semana, que nos fará amarmos-nos e odiarmos-nos com a mesma intensidade.

domingo, 31 de maio de 2009

Mudar, Mutar ou Aprissionar-se ???

Genteeeeeeeee, aqui o frio chegou a toda força, depois de um sábado com chuvas, hoje o domingo é frio e com vento. Eu adoro dias assim, quisera ser somente um urso para hibernar. Mas sou apenas uma humana, que convive com seus iguais e as mudanças também me atingem.
Por falar em mudanças, estava hoje falando com um amigo, ele um tanto apreensivo, pois sente que a vida o esta colocando em "xeque", e terá mesmo com receios de sucumbir a mutação do estar vivo.
Tenho notado, que algumas pessoas estão escolhendo permanecerem reféns das rotinas por receio de migrarem para o novo.
Estamos de certa forma, nos tornando deprimidos por escolha, viciados nas queixas confortáveis do esconder-se em desculpas. Cada dia mais dependentes de terapias, antidepressivos, ansioliticos e estabilizadores de humor, como se isso garantisse o bem estar paradisiaco.
Em uma reportagem da net, alguns psiquiatras se mostram preocupados com o aumento assustador de dependentes químicos licítos. Pessoas que optaram por uma sensação falsa de bem estar.
Sabemos, eu também devido a minha pratica profissional, que não é fácil lidar com as pressões, sejam elas criadas pelo meio, ou as que ricamente produzimos em nossa mente. Porém sabemos, que a vida é feita de escolhas, e nem sempre o papel que nos delegamos é de estrela principal do filme da vida.
Somos dependentes diretos do comportamento do outro, afinal somos nós, mesmo sem perceber que os criamos como nossa imagem e semelhança. Então, antes de culpa-los vamos reflitir como estamos lidando com nossa essência e que meios de fugas estamos fantasiando para burlar as mudanças inevitáveis.